Vida nova... mundos novos... um mundo novinho... e cheio de possibilidades... totalmente assustador e extasiante! Alguém que combinou de sair comigo, pediu meu telefone e nunca me ligou... algum tempo passado com cachorros que não são meus, o que me dá até um alívio, pois eu nunca os perderei, uma viagem ao Rio de Janeiro para o show do Pearl Jam - inacreditavelmente assustador e eufórico - e o fim da minha esperança, não espero mais nada, apenas curtindo as coisas maravilhosas que tem acontecido no meu dia a dia.
Nem acredites se pensas que te falo: palavras são meu jeito mais secreto de calar. Lya Luft
16 dezembro 2011
15 julho 2011
Pressentimentos?!
Será que pressentimentos são mesmo possíveis? Ou somos nós querendo ter sempre o controle? Não sei... mas meus pressentimentos parecem sempre estar certos. E eles agora não são bons. Não como eu espereva, pelo menos. Espero estar enganada... ou talvez seja bom que meus desejos não sejam atendidos. Se tudo sair errado é bom acreditar nisso rs Vejamos ...
El dia que me quieras
Acaricia mi ensueño
el suave murmullo
de tu suspirar.
Como ríe la vida
si tus ojos negros
me quieren mirar.
Y si es mío el amparo
de tu risa leve
que es como un cantar,
ella aquieta mi herida,
todo, todo se olvida.
El día que me quieras
la rosa que engalana,
se vestirá de fiesta
con su mejor color.
Y al viento las campanas
dirán que ya eres mía,
y locas las fontanas
se contarán su amor.
La noche que me quieras
desde el azul del cielo,
las estrellas celosas
nos mirarán pasar.
Y un rayo misterioso
hará nido en tu pelo,
luciernagas curiosas que verán
que eres mi consuelo.
El día que me quieras
no habrá más que armonía.
Será clara la aurora
y alegre el manantial.
Traerá quieta la brisa
rumor de melodía.
Y nos darán las fuentes
su canto de cristal.
El día que me quieras
endulzará sus cuerdas
el pájaro cantor.
Florecerá la vida
no existirá el dolor.
La noche que me quieras
...
Carlos Gardel
Marcadores:
carlos gardel,
letras de músicas
24 junho 2011
Vazio?
Como lidar com alguém deprimido? Qual é a medida certa? Devemos deixar que a pessoa faça tudo que quiser desde que não seja algo destrutivo? Devemos fazer todas as vontades dela? Devemos falar sobre o assunto? Ignorar o assunto? Fazer o que? Como saber o que fazer? A pessoa deve procurar ajuda. Mas quem está ao redor dela deve fazer o que exatamente? É muito triste ver uma pessoa tão querida e próxima dizer que não quer mais viver, que reza pra não acordar... desistindo de tudo. Talvez até procurando salvação, ajuda.
O pleno e o vazio
Oh se me lembro e quanto.E se não me lembrasse?
Outra seria minh'alma,
bem diversa minha face.
Oh como esqueço e quanto.
E se não me esquecesse?
Seria homem-espanto,
ambulando sem cabeça.
Oh como esqueço e lembro,
como lembro e esqueço
em correntezas iguais
e simultâneos enlaces.
Mas como posso, no fim,
recompor os meus disfarces?
Que caixa esquisita guarda
em mim sua névoa e cinza,
seu patrimônio de chamas,
enquanto a vida confere
seu limite, a cada hora
é uma hora devida
no balanço da memória
que chora e que ri, partida?
Carlos Drummond de Andrade
Marcadores:
Carlos Drummond de Andrade,
Edvard Munch,
Glen Hansard,
poemas
13 junho 2011
Finalmente
Acabando de fazer as pazes com o passado... finalmente... e seguindo... e, depois de muito tempo, apaixonada novamente... depois de muitos anos de vazio e nenhum sentimento verdadeiro... finalmente.... Se vai dar certo? Não sei! Mas livre, enfim...
Falling Slowly
I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now
Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black
Glen Hansard and Marketa Irglova
Falling Slowly
I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now
Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black
Glen Hansard and Marketa Irglova
15 maio 2011
Só
Acho que estou fazendo as pazes com um passado que durante muito tempo fiz questão de fingir que não existia. Sei que ainda há muitos sentimentos mas eles não precisam ser esquecidos. Parece mais uma questão de lidar com eles. Essa é sempre a melhor decisão... só não é a mais fácil. Como podemos sofrer por algo que não existe mais? Talvez apenas porque achamos que temos que sofrer. Simplesmente por isso. Durante muitos anos não ouvi a música que esta neste post. Há umas 3 semanas, mais ou menos, consegui ouvi-la pela primeira vez. Depois de uns 7 anos. Ainda não sei se voltarei a criar o hábito de ouvi-la mas acho que com o tempo voltarei a me acostumar com ela.
Marcadores:
lobo-guará,
oswaldo montenegro,
solidão
28 abril 2011
Desvendando a solidão
Eu sei, não te conheço, mas existes
Eu sei, não te conheço mas existes.
por isso os deuses não existem,
a solidão não existe
e apenas me dói a tua ausência
como uma fogueira
ou um grito.
Não me perguntes como mas ainda me lembro
quando no outono cresceram no teu peito
duas alegres laranjas que eu apertei nas minhas mãos
e perfumaram depois a minha boca.
Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te.
Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te.
ao é um sonho, juro, são apenas as minhas mãos
sobre a tua nudez
como uma sombra no deserto.
É apenas este rio que me percorre há muito e desagua em ti,
Porque tu és o mar que acolhe os meus destroços.
É apenas uma tristeza inadiável, uma outra maneira de habitares
Em todas as palavras do meu canto.
Tenho construído o teu nome com todas as coisas.
tenho feito amor de muitas maneiras,
docemente,
lentamente
desesperadamente
à tua procura, sempre á tua procura
até me dar conta que estás em mim,
que em mim devo procurar-te,
e tu apenas existes porque eu existo
e eu não estou só contigo
mas é contigo que eu quero ficar só
porque é a ti,
a ti que eu amo.
Joaquim Pessoa
"De nada adianta quereres sair da tua solidão. Tens de nela ficar toda a vida. O vácuo só desaparecerá momentaneamente, de tempos em tempos. De tempos em tempos! Mas é preciso esperar esses momentos. Aceita, pois, a tua propria solidão. E, do mesmo modo, aceita os momentos em que o vazio se encher, porque esses momentos virão. Mas é preciso que venham por si mesmos. Ninguém pode forçá-los a vir"
D. H. Lawrence, O amante de Lady Chatterley
Marcadores:
D. H. Lawrence,
Joaquim Pessoa,
O amante de Lady Chatterley,
poemas,
solidão,
The Devlins
12 abril 2011
Do meu jeito
Tem gente que acha que eu não sofro mas eu sofro sim... só que meu jeito de sofrer é diferente.
Ao invés de ficar chorando e andando com uma cara triste pra lá e pra cá, eu fico mais impaciente, mais ranzinza, mais mal-humorada, meu humor negro fica mais aguçado... enfim, meus aspectos ruins ficam mais aparentes... aí as pessoas acham q eu estou apenas mais mal-humorada... sim, porque é bem parecido... não dizem que cada um escolhe o jeito q vai sofrer, pois então, é isso... eu já sofri que nem todo mundo... de ficar andando triste por aí e chorando o tempo todo e enchendo a cara pra esquecer e foi a pior merda que já fiz... eu não vivia, só sofria e essa é pior coisa que uma pessoa pode fazer... agora eu sofro mas me divertindo, saindo com os meus amigos, me dedicando ao meu trabalho e às minhas leituras... e não faz parte da minha personalidade esse sofrimento mórbido e cheio de autopiedade... eu não sou assim... não combina comigo... o sofrimento mais consciente e menos aparente pro resto da sociedade é o que mais combina com o meu jeito de ser e eu gosto disso... passei a adolescência inteira achando que era deprimida e me divertia muito... por que, na verdade, não era deprimida, só faz parte de mim ser mais quieta e na minha e viajar nas minhas proprias ideias, é isso.
É realmente muito difícil eu gostar de alguém de verdade mas não porque eu sou fria ou totalmente egocêntrica, é difícil porque pra mim gostar de alguém e estar disposto a estar realmente com essa pessoa é algo sério e eu prefiro ser assim... porque quando gosto de alguém eu tenho certeza de que é de verdade... não é algo que vai acabar junto com a empolgação daqui uns 6 meses ou menos ainda como eu vejo acontecendo com as pessoas por aí.
As pessoas que me cercam sabem o quanto eu gosto delas e eu nem preciso dizer porque eu não tenho que ficar dizendo que gosto e abraçando todo mundo o tempo todo, quem me conhece sabe que se eu estou ali é porque eu quero e porque gosto de quem está comigo, não faço a mínima questão de estar perto de pessoas que me desagradam ou com as quais eu sou indiferente... tem gente que me acha seca mas o fato de eu não demonstrar afeto com palavras ou com abraços não me torna menos afetuosa... o importante é que quando as pessoas precisam de mim eu estou ali e elas sabem que podem contar comigo pra tudo... digamos que eu não seja carinhosa mas afetuosa eu sou sim... do meu jeito.
09 abril 2011
Inspiração Outonal
The Wings
You give me the wings to Fly
You are the clear blue sky
I'm floating so free , so high
Falling with grace
For you and I
You give me the wings to Fly
Ooo yeah
You give me the wings to Fly
You are the clear blue sky
I'm floating so free , so high
Falling with grace
For you and I
You give me the wings to Fly
Gustavo Santaolalla
Marcadores:
Gustavo Santaolalla,
Jim Morrison,
letras de músicas,
Pamela Courson
31 março 2011
Talvez não tenha mais tanto medo
Acontece
Bateram à minha porta em 6 de agosto,
aí não havia ninguém
e ninguém entrou, sentou-se numa cadeira
e transcorreu comigo, ninguém.
Nunca me esquecerei daquela ausência
que entrava como Pedro por sua causa
e me satisfazia com o não ser,
com um vazio aberto a tudo.
Ninguém me interrogou sem dizer nada
e contestei sem ver e sem falar.
Que entrevista espaçosa e especial!
Pablo Neruda
A evolução é compatível com a felicidade sim... a cada passo rumo a revoluções internas a felicidade aumenta... o caminho pode ser difícil, e é muito até... mas o resultado é a felicidade do reconhecimento, da conquista, da esperança. Não haverá apenas felicidade, mas ela sempre estará lá... esperando... esperando para ser alcançada... louca para ser conquistada... se jogando na nossa frente, totalmente oferecida e bela!
Marcadores:
Pablo Neruda,
poemas,
The Doors,
touch me
20 março 2011
O outono começa em nós
"Oh! Silenciosa e tranquila manhã de outono! Tuas folhas logo logo vão cair. Se amanhã o vento soprar forte, todas juntas vão partir. Piam pássaros na floresta anunciado que amanhã se irão, de repente. Oh! Silenciosa tranqüila manhã de outono, faz as horas passar lentamente. Meu coração compreenderá se o enganares; engana-me com teus falares. Faz o dia parecer menos curto, soltando só uma folha pela manhã. A outra, que só ao meio dia se vá; uma de nossas árvores, outra de acolá. Retarda o sol com suave bruma, encanta os campos com sua verde espuma. Devagar! Devagar! Por amor às uvas amedrontadas, já queimadas de geada: seus bagos poderão gelar. Devagar! Devagar! Por amor às uvas amedrontadas, desamparadas, ao longo da estrada..."
Robert Frost
Está fazendo um dia lindo de outono. A praia estava cheia de um vento bom, de uma liberdade. E eu estava só. E naqueles momentos não precisava de ninguém. Preciso aprender a não precisar de ninguém. É difícil, porque preciso repartir com alguém o que sinto. O mar estava calmo. Eu também. Mas à espreita, em suspeita. Como se essa calma não pudesse durar. Algo está sempre por acontecer. O imprevisto me fascina.
Clarice Lispector
Marcadores:
10 coisas que eu odeio em você,
Clarice Lispector,
Garfield,
outono,
Robert Frost,
Sister Hazel,
Snoopy
07 março 2011
Mudanças???????
Eu definitivamente mudei... eu sei que todos mudamos o tempo todo, mas falo de coisas que nunca mudaram, que sempre foram regulares em mim... eu sou agora uma versão diferente de mim mesma e ainda não sei lidar com isso muito bem. As mudanças foram positivas... só levarei um tempo pra me habituar a ser assim tão diferente.
O contato com o passado pode ser doloroso e até perigoso mas é muito produtivo, faz a gente rever coisas das quais nem se lembrava mais... traz a tona sentimentos que pareciam perdidos para sempre. E, às vezes realmente o sentimento se perdeu ou se transformou... o importante é lembrar que um dia ele existiu e que se um dia ele já foi possível pode ser que no futuro ele seja possível outra vez.
Então, um homem disse-lhe:
Fala-nos do conhecimento de si. E ele respondeu:
Os vossos corações conhecem, no silêncio,
os segredos dos dias e das noites.
Mas os vossos ouvidos têm sede de ouvir finalmente
o eco do saber dos vossos corações.
Gostaríeis de saber pelo verbo
o que sempre soubeste pelo pensamento.
Gostaríeis de sentir com os dedos
o corpo nu dos vossos sonhos.
E está certo que assim o queirais.
A fonte oculta da vossa alma deve necessariamente
jorrar e correr a murmurar para o mar;
e o tesouro das vossas profundezas infinitas
revelar-se aos vossos olhos.
Mas que não haja balança
que pese o vosso tesouro desconhecido;
e não procureis explorar os abismos do vosso saber
com a vara ou com a sonda,
pois o eu é um mar sem limites e sem medida.
Não digais: "Encontrei a verdade",
mas antes: "Encontrei uma verdade."
Não digais: "Encontrei o caminho da alma."
Mas antes: "Cruzei-me com a alma que seguia pelo meu caminho."
Pois a alma percorre todos os caminhos.
A alma não caminha sobre uma linha
nem se alonga como uma vara.
A alma abre-se a si própria
como se abre um lótus de inúmeras pétalas.
Khalil Gibran
Marcadores:
Dom Quixote,
FILME,
Khalil Gibran,
Maria Bethânia,
Os romanticos
27 fevereiro 2011
Como saber?
Sentimentos confusos será que nos deixam algum dia? Sempre sabemos o que sentimos... a maior parte do tempo... ou, talvez, o tempo todo... mas lidar com sentimentos é muito assustador... ter que admitir o que se sente é demais em certos casos... o dificil mesmo é aprender a lidar com isso... Alguns sentimentos passam, outros permanecem e, às vezes, no mesmo caso, acontecem as duas coisas.
De onde chegam estas palavras?
De onde me chegam estas palavras?
Nunca houve palavras para gritar a tua ausência
Apenas o coração
Pulsando a solidão antes de ti
Quando o teu rosto dóia no meu rosto
E eu descobri as minhas mãos sem as tuas
E os teus olhos não eram mais
que um lugar escondido onde a primavera
refaz o seu vestido de corolas.
E não havia um nome para a tua ausência.
Mas tu vieste.
Do coração da noite?
Dos braços da manhã?
Dos bosques do Outono?
Tu vieste.
E acordas todas as horas.
Preenches todos os minutos.
acendes todas as fogueiras
escreves todas as palavras.
Um canto de alegria desprende-se dos meus dedos
quando toco o teu corpo e habito em ti
e a noite não existe
porque as nossas bocas acendem na madrugada
uma aurora de beijos.
Oh, meu amor,
doem-me os braços de te abraçar,
trago as mãos acesas,
a boca desfeita
e a solidão acorda em mim um grito de silêncio quando
o medo de perder-te é um corcel que pisa os meus cabelos
e se perde depois numa estrada deserta
por onde caminhas nua.
Joaquim Pessoa
Marcadores:
Amanda Seyfried,
Channing Tatum,
Dear John,
Everything But The Girl,
Fascination,
FILME,
Joaquim Pessoa,
poemas
06 fevereiro 2011
A personificação do caos
Estranho também esse amor
Estranho também esse amor,
com hora marcada para a mutilação
da morte, o minuto acertado,
e o fim consultando o relógio
para nos golpear.
Estranho esse amor de agora,
com meu amado atrás de um espelho baço
onde às vezes penso divisar seu vulto
como num aquário.
Enrolado em silêncio,
mais que nunca o meu amor comanda a minha vida.
Lya Luft
Por onde começar? Talvez pela lembrança de tantos relacionamentos perdidos no meio de um caos total... não é fácil saber que você foi, involuntariamente, o pivô de uma separação... principalmente saber que a pessoa escolheu você... e que apesar de ter te escolhido ela não pretende ficar com você, ela simplesmente te escolheu! Você foi na verdade o causa de um sacrifício e de um sofrimento que só é compensado pela sua presença.
A vida é realmente surpreendente de várias formas, principalmente das formas mais caóticas.
Quando a gente é criança acha que vai crescer, encontrar alguém e viver com aquela pessoa... aí, então, acaba descobrindo cedo demais que ter um relacionamento não uma tarefa muito fácil e que encontrar alguém de quem se possa gostar e em quem se possa confiar pra depois tentar ter um relacionamento é uma tarefa ainda mais cruel e que nem sempre encontrar essa pessoa significa que você ficará muito tempo com ela. Por que? Porque a vida é confusa e nós estamos perdidos a maior parte do tempo. Porque não agimos na hora certa ou não nos importamos com o outro a tempo e enxergá-lo e perceber que pode ser ele. Ou percebemos mas não nos esforçamos, apesar de querermos isso. Tem gente que reclama que o amor é complicado! Mas como poderia ser diferente? O que em relação a nós, seres humanos, não é complicado? O que não é confuso e doloroso? Nada na vida é fácil e simples. Só a natureza é simples. A vida é mesmo o caos.
Marcadores:
Luis Miguel,
Lya Luft,
O corcunda de Notre Dame,
poemas
31 dezembro 2010
Esperança
Esse post terá apenas um video, nada de fotos. É uma música da Des'ree... que é uma cantora fabulosa, tem uma voz incrivelmente linda... essa música não mostra a dimensão da beleza da voz dela mas a letra é muito bacana e não diz apenas o que eu desejo pra 2011 mas, também, o que eu desejo pro resto da vida!
25 dezembro 2010
Tristeza

Funeral Blues
Pare os relógios, cale o telefone
Evite o latido do cão com um osso
Emudeça o piano e que o tambor surdo anuncie
a vinda do caixão, seguido pelo cortejo.
Que os aviões voem em círculos, gemendo
e que escrevam no céu o anúncio: ele morreu.
Ponham laços pretos nos pescoços brancos das pombas de rua
e que guardas de trânsito usem finas luvas de breu.
Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste
Meus dias úteis, meus finais-de-semana,
meu meio-dia, meia-noite, minha fala e meu canto.
Eu pensava que o amor era eterno; estava errado
As estrelas não são mais necessárias; apague-as uma por uma
Guarde a lua, desmonte o sol
Despeje o mar e livre-se da floresta
pois nada mais poderá ser bom como antes era.
W. H. Auden
Marcadores:
anna e o rei,
joy enriquez,
poemas,
W. H. Auden
12 dezembro 2010
Balanço de 2010
Alguns amores parecem não acabar nunca... e, por isso, é muito bom estar bem resolvida com eles... isso sempre me pareceu bobagem mas acho que é verdade... tenho certeza, aliás. E é muito bom que seja assim... pode não ser do jeito esperado mas após várias tentativas erradas a gente aprende a lidar com o que pode ter... não aceitar isso causa muito sofrimento... muito mesmo. Entretanto, aceitar, se conformar e aprender a aproveitar o que se tem, embora não seja o ideal, é um alívio... traz paz.
O ano está acabando e eu continuo sem namorado mas esse ano não vou reclamar... estou afetivamente bem resolvida e consegui realizar muitas coisas que queria há tempos... não todas... mas o suficiente. E para melhorar mais um bocadinho o fim de ano, apareceu um pretendente pra tornar tudo mais interessante... como sempre é muito mais platônico mas, mesmo assim, é divertido.
O ano está acabando e eu continuo sem namorado mas esse ano não vou reclamar... estou afetivamente bem resolvida e consegui realizar muitas coisas que queria há tempos... não todas... mas o suficiente. E para melhorar mais um bocadinho o fim de ano, apareceu um pretendente pra tornar tudo mais interessante... como sempre é muito mais platônico mas, mesmo assim, é divertido.
Marcadores:
Iron and Wine,
Pucca e Garu
14 novembro 2010
Sobre a morte
“Morte, não seja orgulhosa,
embora algumas tenham chamado de
poderosa e espantosa, pois você não é tal.
Morte, você morrerá!”
John Donne
Marcadores:
jeff buckley,
John Donne,
leonard cohen,
letras de músicas
09 novembro 2010
Do Desejo
"O prazer e a dor suscitam o desejo. Desejo de alcançar o prazer e de evitar a dor. O desejo é o móbil principal da nossa vontade e, portanto, dos nossos atos. Do pólipo aos homens, todos os seres são movidos pelo desejo. Inspira a vontade, que não pode existir sem ele, e depende da sua intensidade. O desejo fraco suscita, naturalmente, uma vontade fraca.
Cumpre, no entanto, não confundir vontade e desejo, como fizeram muitos filósofos, tais como Condillac e Schopenhauer. Tudo quanto é querido é, evidentemente, desejado; mas desejamos muitas coisas que, sabemos, não podíamos querer. A vontade traduz deliberação, determinação e execução, estados de consciência que não se observam no desejo.
O desejo estabelece a escala dos nossos valores, variável, aliás, com o tempo e as raças. O ideal de cada povo é a fórmula do seu desejo.
Um desejo que invade todo o entendimento, transforma a nossa concepção das coisas, as nossas opiniões e as nossas crenças. Spinoza muito bem disse julgamos uma coisa boa, não por julgamento, mas porque a desejamos".
Gustave Le Bon
DO DESEJO
E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
(Do Desejo - 1992) Hilda Hilst
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
(Do Desejo - 1992) Hilda Hilst
Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.
( Do Desejo - 1992) Hilda Hilst
Marcadores:
hilda hilst,
pearl jam,
poemas,
tá chovendo hamburguer,
wishlist
02 novembro 2010
Recomeçando sempre
Esse ano está sendo o mais diferente dos últimos anos, eu acho... até agora tem sido assim! E acho que pra finalizar houve uma coisa realmente inédita, o Brasil tem uma presidente! Eu duvidei muitas vezes, principalmente por causa do machismo velado que ainda é muito forte no país. Ainda bem que até um certo ponto eu estava errada.
A palavra
... Sim senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as... Amo tanto as palavras... As inesperadas... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem... Vocábulos amados... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho... Persigo algumas palavras... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo- as, aparo-as, preparo me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como agatas, como azeitonas... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites em meu poema, como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda... Tudo está na palavra... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes... São antiquíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras, (1) feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca mais se viu no mundo... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada... Mas caiam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras, como pedrinhas, as palavras, aspalavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras.Pablo Neruda - Confesso que vivi
Marcadores:
Alceu Valença,
Confesso que vivi,
letras de músicas,
Pablo Neruda,
Sete desejos
18 outubro 2010
Questões Espirituais
Forgiven
You know how us Catholic girls can be
We make up for so much time a little too late
I never forgot it, confusing as it was
No fun with no guilt feelings
The sinners, the saviors, the loverless priests
I'll see you next Sunday
(chorus)
We all had our reasons to be there
We all had a thing or two to learn
We all needed something to cling to
So we did
I sang Alleluia in the choir
I confessed my darkest deeds to an envious man
My brothers they never went blind for what they did
But I may as well have
In the name of the Father, the Skeptic and the Son
I had one more stupid question
(repeat chorus)
What I learned I rejected but I believe again
I will suffer the consequence of this inquisition
If I jump in this fountain, will I be forgiven
(repeat chorus)
We all had delusions in our head
We all had our minds made up for us
We had to belive in something
So we did
Alanis Morissette
MEDITAÇÃO 17 (trecho)
Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme.
Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se tivesse perdido um promontório, ou perdido o solar de um teu amigo, ou o teu próprio.
A morte de qualquer homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido; por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
John Donne -Tradução: Paulo Vizioli
Marcadores:
Alanis Morissette,
Forgiven,
John Donne,
letras de músicas,
Meditação 17,
poemas,
william blake
Assinar:
Postagens (Atom)






















