"Essa é a maravilhosa tolice do mundo: quando as coisas não
nos correm bem - muitas vezes por culpa de nossos próprios excessos -
pomos a culpa de nossos desastres no sol, na lua e nas estrelas, como se
fôssemos celerados por necessidade, tolos por compulsão celeste, velhacos,
ladrões e traidores pelo predomínio das esferas; bêbedos, mentirosos e
adúlteros, pela obediência forçosa a influências planetárias, sendo toda
nossa ruindade atribuída à influência divina... Ótima escapatória para o
homem, esse mestre da devassidão, responsabilizar as estrelas por sua
natureza de bode. Meu pai se juntou a minha mãe sob a cauda do Dragão e
minha natividade se deu sob a Grande Ursa: de onde se segue que eu tenho
de ser violento e lascivo. Pelo pé de Deus! Eu teria sido o que sou, ainda que
a mais virginal estrela do firmamento houvesse piscado por ocasião de
minha bastardização."
Rei Lear - William Shakespeare
Nem acredites se pensas que te falo: palavras são meu jeito mais secreto de calar. Lya Luft
19 julho 2009
28 junho 2009
Adiós

Vida, Bela Vida
Intenções, orações, aflições, vamos repartir
Pensando bem, quantos sonhos deixamos pra tras
Outros porém, nós tornamos reais
Deve existir, um motivo pra continuar
Aonde ir, ou pra onde voltar,
Indecisões, com o tempo só vem aumentar
Nossos corações, quando podem ser felizes batem muito mais
Almir Sater
25 junho 2009

Matilde Urrutia, minha mulher
Minha mulher é da província como eu. Nasceu numa cidade do Sul, Chillán, famosa de maneira feliz por sua cerâmica camponesa e de maneira desgraçada pelos seus terríveis terremotos. Ao falar-lhe, disse tudo em meus Cem Sonetos de Amor. Talvez estes versos definam o que ela significa para mim. A terra e a vida nos reuniu. Ainda que isto não interesse a ninguém, somos felizes. Dividimos nosso tempo comum em longas temporadas na solitária costa do Chile. Não no verão porque o litoral, ressequido pelo sol, mostra-se então amarelo e desértico; mas no inverno sim, quando uma estranha floração se veste com as chuvas e o frio, de verde e amarelo: de azul e purpúreo. Algumas vezes subimos do selvagem e solitário oceano para a trepidante cidade de Santiago, na qual juntos padecemos com a complicada existência dos demais. Matilde canta com voz poderosa as minhas canções.
Dedico-lhe tudo que escrevo e tudo que tenho. Não é muito mas ela está contente. Diviso-a agora como afunda os sapatos minúsculos no barro do jardim e depois também afunda suas mãos minúsculas na profundidade da planta. frutos fragrantes da felicidade. Da terra, com pés e mãos e olhos e voz, trouxe para mim todas as raízes, todas as flores...
Pablo Neruda, Confesso que vivi
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20 junho 2009
Indo Devagar

Ando Devagar
Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder seguir,
e é preciso a chuva para florir.
Sinto que seguir a vida seja simplesmente
conhecer a marcha, ir tocando em frente
como um velho boiadeiro levando a boiada,
eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
de estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder seguir,
é preciso a chuva para florir
Sinto que seguir a vida seja simplesmente
conhecer a marcha, ir tocando em frente
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder seguir,
e é preciso a chuva para florir
Sinto que seguir a vida seja simplesmente
conhecer a marcha, ir tocando em frente
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
de ser feliz...
Almir Sater e Renato Teixeira

WALKING AROUND
SUCEDE que me canso de ser hombre.
Sucede que entro en las sastrerías y en los cines
marchito, impenetrable, como un cisne de fieltro
navegando en un agua de origen y ceniza.
El olor de las peluquerías me hace llorar a gritos.
Sólo quiero un descanso de piedras o de lana,
sólo quiero no ver establecimientos ni jardines,
ni mercaderías, ni anteojos, ni ascensores.
Sucede que me canso de mis pies y mis uñas
y mi pelo y mi sombra.
Sucede que me canso de ser hombre.
Sin embargo sería delicioso
asustar a un notario con un lirio cortado
o dar muerte a una monja con un golpe de oreja.
Sería bello
ir por las calles con un cuchillo verde
y dando gritos hasta morir de frío.
No quiero seguir siendo raíz en las tinieblas,
vacilante, extendido, tiritando de sueño,
hacia abajo, en las tripas mojadas de la tierra,
absorbiendo y pensando, comiendo cada día.
No quiero para mí tantas desgracias.
No quiero continuar de raíz y de tumba,
de subterráneo solo, de bodega con muertos
ateridos, muriéndome de pena.
Por eso el día lunes arde como el petróleo
cuando me ve llegar con mi cara de cárcel,
y aúlla en su transcurso como una rueda herida,
y da pasos de sangre caliente hacia la noche.
Y me empuja a ciertos rincones, a ciertas casas húmedas,
a hospitales donde los huesos salen por la ventana,
a ciertas zapaterías con olor a vinagre,
a calles espantosas como grietas.
Hay pájaros de color de azufre y horribles intestinos
colgando de las puertas de las casas que odio,
hay dentaduras olvidadas en una cafetera,
hay espejos
que debieran haber llorado de vergüenza y espanto,
hay paraguas en todas partes, y venenos, y ombligos.
Yo paseo con calma, con ojos, con zapatos,
con furia, con olvido,
paso, cruzo oficinas y tiendas de ortopedia,
y patios donde hay ropas colgadas de un alambre:
calzoncillos, toallas y camisas que lloran
lentas lágrimas sucias.
Neruda
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16 junho 2009
Feriado em Itapina

Foi perfeito... a viagem de trem foi uau!!!!!!! Só fiz uma coisa errada, não levei máquina para tirar foto...
Ainda não me recuperei do festival de viola... já cheguei mas a minha essência ficou lá... com o lugar, as pessoas, a música!!!!!!!

SONATA Y DESTRUCCIONES
DESPUÉS de mucho, después de vagas leguas,
confuso de dominios, incierto de territorios,
acompañado de pobres esperanzas
y compañías infieles y desconfiados sueños,
amo lo tenaz que aún sobrevive en mis ojos,
oigo en mi corazón mis pasos de jinete,
muerdo el fuego dormido y la sal arruinada,
y de noche, de atmósfera oscura y luto prófugo,
aquel que vela a la orilla de los campamentos,
el viajero armado de estériles resistencias,
detenido entre sombras que crecen y alas que tiemblan,
me siento ser, y mi brazo de piedra me defiende.
Hay entre ciencias de llanto un altar confuso,
y en mi sesión de atardeceres sin perfume,
en mis abandonados dormitorios donde habita la luna,
y arañas de mi propiedad, y destrucciones que me son queridas,
adoro mi propio ser perdido, mi substancia imperfecta,
mi golpe de plata y mi pérdida eterna.
Ardió la uva húmeda, y su agua funeral
aún vacila, aún reside,
y el patrimonio estéril, y el domicilio traidor.
Quién hizo ceremonia de cenizas?
Quién amó lo perdido, quién protegió lo último?
El hueso del padre, la madera del buque muerto,
y su propio final, su misma huida,
su fuerza triste, su dios miserable?
Acecho, pues, lo inanimado y lo doliente,
y el testimonio extraño que sostengo,
con eficiencia cruel y escrito en cenizas,
es la forma de olvido que prefiero,
el nombre que doy a la tierra, el valor de mis sueños,
la cantidad interminable que divido
con mis ojos de invierno, durante cada día de este mundo.
Pablo Neruda
05 junho 2009
Adeus Outono!!!!!

No Rastro da Lua Cheia
No quintal lá de casa
Passava um pequeno rio
Que descia lá da serra
Ligeiro escorregadio
A agua era cristalina
Que dava pra ver o chão
Ia cortando a floresta
Na direção do sertão
Lembrança ainda me resta
Guardada no coração...
E tudo era azul celeste
Brasileiro cor de anil
Nem bem começava o ano
Já era final de Abril
O vento pastoreando
Aquelas nuvens no céu...
Fazia o mundo girar
Veloz como um carrossel
E levantava a poeira
E me arrancava o chapéu
Ah o tempo faz, tempo desfaz
E vai além sempre...
A vida vem lá de longe
É como se fosse um rio
Pra rio pequeno canoa
Pros grandes rios navios
E bem lá no fim de tudo
Começo de outro lugar
Será como Deus quiser
Como o destino mandar
No rastro da lua cheia
Se chega em qualquer lugar!
Renato Teixeira e Almir Sater

Para finalizar a passagem do outono um festival de viola... com Almir Sater!!!!!! Não poderia ser um fim mais feliz... friozinho congelante... música boa... gente de todos os cantos e uma cachacinha para esquenta
Vamo que vamo minha gente!!!!!!! Feriadão chegando e muita diversão pela frente!!!!!

Um Violeiro Toca
Quando uma estrela cai, no escurão da noite,
e um violeiro toca suas mágoas.
Então os "óio" dos bichos, vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado.
Quando o amor termina, perdido numa esquina,
e um violeiro toca sua sina.
Então os "óio" dos bichos, vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembranças dos amores esquecidos.
Quando o amor começa, nossa alegria chama,
e um violeiro toca em nossa cama.
Então os "óio" dos bichos, são os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso, sem medo, nem dó, nem drama
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
A viola, o violeiro e o amor se tocam...
Almir Sater e Renato Teixeira

Trem do Pantanal
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
De que este é o melhor caminho
Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
Dizendo que eu estou muito bem vivo
Rumo a Santa Cruz de La Sierra
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
Só meu coração está batendo desigual
Ele agora sabe que o medo viaja também
Sobre todos os trilhos da terra
Rumo a Santa Cruz de La Sierra
Paulo Simões e Geraldo Roça
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24 maio 2009
A Última Despedida
PIDO SILENCIO
AHORA me dejen tranquilo.
Ahora se acostumbren sin mí.
Yo voy a cerrar los ojos
Y sólo quiero cinco cosas,
cinco raices preferidas.
Una es el amor sin fin.
Lo segundo es ver el otoño.
No puedo ser sin que las hojas
vuelen y vuelvan a la tierra.
Lo tercero es el grave invierno,
la lluvia que amé, la caricia
del fuego en el frío silvestre.
En cuarto lugar el verano
redondo como una sandía.
La quinta cosa son tus ojos,
Matilde mía, bienamada,
no quiero dormir sin tus ojos,
no quiero ser sin que me mires:
yo cambio la primavera
por que tú me sigas mirando.
Amigos, eso es cuanto quiero.
Es casi nada y casi todo.
Ahora si quieren se vayan.
He vivido tanto que un día
tendrán que olvidarme por fuerza,
borrándome de la pizarra:
mi corazón fue interminable.
Pero porque pido silencio
no crean que voy a morirme:
me pasa todo lo contrario:
sucede que voy a vivirme.
Sucede que soy y que sigo.
No será, pues, sino que adentro
de mí crecerán cereales,
primero los granos que rompen
la tierra para ver la luz,
pero la madre tierra es oscura:
y dentro de mí soy oscuro:
soy como un pozo en cuyas aguas
la noche deja sus estrellas
y sigue sola por el campo.
Se trata de que tanto he vivido
que quiero vivir otro tanto.
Nunca me sentí tan sonoro,
nunca he tenido tantos besos.
Ahora, como siempre, es temprano.
Vuela la luz con sus abejas.
Déjenme solo con el día.
Pido permiso para nacer.
Neruda
AHORA me dejen tranquilo.
Ahora se acostumbren sin mí.
Yo voy a cerrar los ojos
Y sólo quiero cinco cosas,
cinco raices preferidas.
Una es el amor sin fin.
Lo segundo es ver el otoño.
No puedo ser sin que las hojas
vuelen y vuelvan a la tierra.
Lo tercero es el grave invierno,
la lluvia que amé, la caricia
del fuego en el frío silvestre.
En cuarto lugar el verano
redondo como una sandía.
La quinta cosa son tus ojos,
Matilde mía, bienamada,
no quiero dormir sin tus ojos,
no quiero ser sin que me mires:
yo cambio la primavera
por que tú me sigas mirando.
Amigos, eso es cuanto quiero.
Es casi nada y casi todo.
Ahora si quieren se vayan.
He vivido tanto que un día
tendrán que olvidarme por fuerza,
borrándome de la pizarra:
mi corazón fue interminable.
Pero porque pido silencio
no crean que voy a morirme:
me pasa todo lo contrario:
sucede que voy a vivirme.
Sucede que soy y que sigo.
No será, pues, sino que adentro
de mí crecerán cereales,
primero los granos que rompen
la tierra para ver la luz,
pero la madre tierra es oscura:
y dentro de mí soy oscuro:
soy como un pozo en cuyas aguas
la noche deja sus estrellas
y sigue sola por el campo.
Se trata de que tanto he vivido
que quiero vivir otro tanto.
Nunca me sentí tan sonoro,
nunca he tenido tantos besos.
Ahora, como siempre, es temprano.
Vuela la luz con sus abejas.
Déjenme solo con el día.
Pido permiso para nacer.
Neruda
10 maio 2009
Homeless Souls

Homeless souls
Here lies a man who reaches for a hand
with a little hope he could learn to cope in the world
Homeless souls everywhere look to those who really care
Don't turn your back on him lend a hand and be a friend
Homeless souls
He doesn't know how he ever got this low
he looks for the heart that will help him to start once again
Homeless souls everywhere look to those who really care
Don't turn your back on him lend a hand and be a friend
Homeless souls
Joe Loesch e Almir Sater

VI
Y PORQUE Amor combate
no sólo en su quemante agricultura,
sino en la boca de hombres y mujeres,
terminaré saliéndole al camino
a los que entre mi pecho y tu fragancia
quieran interponer su planta oscura.
De mí nada más malo
te dirán, amor mio,
de lo que yo te dije.
Yo viví en las praderas
antes de conocerte
y no esperé el amor sino que estuve
acechando y salté sobre la rosa.
Qué más pueden decirte?
No soy bueno ni malo sino un hombre,
y agregarán entonces el peligro
de mi vida, que conoces
y que con tu pasión has compartido.
Y bien, este peligro
es peligro de amor, de amor completo
hacia toda la vida,
hacia todas las vidas,
y si este amor nos trae
la muerte o las prisiones,
yo estoy seguro que tus grandes ojos,
como cuando los beso
se cerrarán entonces con orgullo,
en doble orgullo, amor,
con tu orgullo y el mío.
Pero hacia mis orejas vendrán antes
a socavar la torre
del amor dulce y duro que nos liga,
y me dirán: -"Aquella
que tú amas,
no es mujer para ti,
por qué la quieres? Creo
que podrías hallar una más bella,
más seria, más profunda,
más otra, tú me entiendes, mírala qué ligera,
y qué cabeza tiene,
y mírala cómo se viste
y etcétera y etcétera."
Y yo en estas líneas digo:
así te quiero, amor,
amor, así te amo,
así corno te vistes
y como se levanta
tu cabellera y como
tu boca se sonríe,
ligera como el agua
del manantial sobre las piedras puras,
así te quiero, amada.
Al pan yo no le pido que me enseñe
sino que no me falte
durante cada día de la vida.
Yo no sé nada de la luz, de dónde
viene ni dónde va,
yo sólo quiero que la luz alumbre,
yo no pido a la noche
explicaciones,
yo la espero y me envuelve,
y así tú, pan y luz
y sombra eres.
Has venido a mi vida
con lo que tú traías,
hecha
de luz y pan y sombra te esperaba,
y así te necesito,
así te amo,
y a cuantos quieran escuchar mañana
lo que no les diré, que aquí lo lean,
y retrocedan hoy porque es temprano
para estos argumentos.
Mañana sólo les daremos
una hoja del árbol de nuestro amor, una hoja
que caerá sobre la tierra
como si la hubieran hecho nuestros labios,
como un beso que cae
desde nuestras alturas invencibles
para mostrar el fuego y la ternura
de un amor verdadero.
Neruda - Los Versos del Capitán

Será que não dá pra pular o começo e ir logo pro meio?
Achei que tivesse dificuldade para terminar as coisas e acabei descobrindo que tenho dificuldade para começar também!!!!!
Por que sou tão errada, esquisita, medrosa, paranóica, neurótica?
A única coisa que decobri é que Almir Sater, Pablo Neruda, Nick Drake e vinho são a mistura perfeita da minha solidão... da minha esperança que já está quase que completamente acabada!!!!
É uma loucura me agarrar a cada oportunidade que aparece de sair da neutralidade que acompanha meus sentimentos... só quem não sente nada é capaz de saber o quanto é horrível essa apatia...

Way To Blue
Don't you have a word to show what may be done
Have you never heard a way to find the sun
Tell me all that you may know
Show me what you have to show
Won't you come and say
If you know the way to blue?
Have you seen the land living by the breeze
Can you understand a light among the trees
Tell me all that you may know
Show me what you have to show
Tell us all today
If you know the way to blue?
Look through time and find your rhyme
Tell us what you find
We will wait at your gate
Hoping like the blind.
Can you now recall all that you have known?
Will you never fall
When the light has flown?
Tell me all that you may know
Show me what you have to show
Won't you come and say
If you know the way to blue?
Nick Drake

One Of These Things First
I could have been a sailor, could have been a cook
A real live lover, could have been a book.
I could have been a signpost, could have been a clock
As simple as a kettle, steady as a rock.
I could be
Here and now
I would be, I should be
But how?
I could have been
One of these things first
I could have been
One of these things first.
I could have been your pillar, could have been your door
I could have stayed beside you, could have stayed for more.
Could have been your statue, could have been your friend,
A whole long lifetime could have been the end.
I could be yours so true
I would be, I should be through and through
I could have been
One of these things first
I could have been
One of these things first.
I could have been a whistle, could have been a flute
A real live giver, could have been a boot.
I could have been a signpost, could have been a clock
As simple as a kettle, steady as a rock.
I could be even here
I would be, I should be so near
I could have been
One of these things first
I could have been
One of these things first.
Nick Drake
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04 maio 2009
O apelo selvagem

Voltar pra cidade, com todos os seus prédios, todos os seus carros, todas as suas pessoas é muio ruim
Ainda me renderei aos apelos do campo!!!!!!
Quero voltar pro meio do mato!!!!!!!
Só voltar aqui quando estiver com vontade de sair pra dançar e ir ao cinema...
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30 abril 2009
Mais um começo, mais uma despedida

Varandas
A noite é um mistério
Que eu finjo compreender
Sentado nas varandas
Esperando o amanhecer
Estrelas lá no céu
Fogueiras no sertão
E as luzes da cidade
Não espantam a solidão
Dona lua já se foi
Polvilhar outro rincão
Com o trigo da saudade
Que é a massa do meu pão
A noite é um caso sério
Que eu não vou resolver
Enquanto dormir longe
De quem fiz meu bem querer
Almir Sater

Horizontes
Acender a luz, iluminar
Vem chegado a hora
De tudo enfim se clarear
Na lida dos dias meus
Que só querem ver o vento
E viajar
Voar, voar no som
Porque será que o pensamento
Esse eterno viajante
Nos carrega a todo instante?
Sempre a procurar
Horizontes
Com as canções que eu vi a vida
Um violeiro sempre vê
Nos versos amigos meus
Navegantes indomáveis
Dessa paixão
Cortar o ar, caçar o tom
Deixar a mão guiar meus sonhos
Nas terras do sentimento
Como faz um viajante
Sempre a procurar
Horizontes
Almir Sater

Não sabemos por que certas coisas acontecem, mas elas acontecem e é impossível não pensar
Se separar não é não dar certo, as vezes pode ser continuar, continuar de outra forma
Tudo tem sido muito confuso, mais do que em qualquer outra época
As vezes só quero parar de pensar, largar tudo e ir embora
Um dia provavelmente irei mesmo, só não sei qual será o motivo, ah vou sim
Volto, claro
Mas irei
Só não posso ir agora
Falta dinheiro, falta coragem, falta mais desapego, falta principalmente dinheiro
Já tenho um plano traçado, veremos como me sairei ao colocá-lo em prática
Por enquanto sigo ouvindo Almir Sater e tudo que vejo é melancolia e beleza
E tento ter paciência e finjo ter paciência e quando tudo me sufoca perco a paciência
Vendo o que a vida quer me mostrar, infelizmente não há nada que eu possa fazer agora a não ser virar espectadora - não o tempo todo, obviamente
Bom feriado a todos, espero voltar mais serena e tranquila e muito menos ansiosa

Planície de Prata
O Sol se foi sem pressa
Deixou o céu quase sem luz
Até que veio outra estrela
Brincar com meus olhos nus
Não soube a resposta certa
Assim a solidão me traduz
Meu coração de poeta
Guardei, nem sei mais onde pus
A lua é uma porteira aberta
Planícies de prata onde me perdi
Secreta foi a serenata
Saudade maltrata
Jamais te esqueci
Almir Sater

Mês de Maio
Azul do céu brilhou
E o mês de maio, enfim chegou
Olhos vão se abrir, pra tanta cor
É mês de maio, a vida tem seu esplendor
A luz do sol entrou
Pela janela e convidou
Pra tarde tão bela, e sem calor
É mês de maio, saio e vou ver o sol se pôr
Horizonte, de aquarela, que ninguém jamais pintou
E um enxame, de estrelas, diz que o dia terminou
Noite nem se firmou
E a lua cheia, já clareou
Sombras podem vir, façam favor
É mês de maio, é tempo de ser sonhador
Quem não se enamorou
No mês de maio, bem que tentou
E quem não tiver, ainda amor
Dos solitários, o mês de maio é o protetor
Boa terra, velha esfera, que nos leva aonde for
Pro futuro, quem nos dera, que te dessem mais valor
Almir Sater
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23 abril 2009
Mais um adeus

Jeito de Mato
De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.
De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, tarde e deleita.
Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda onde nasce com as canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história,
Fogo que queima na memória e acende os corações.
Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar...
Paula Fernandes

Ai, o feriado acabou!!!!! Acho que essa palavra acabar e a palavra despedida são as piores que eu conheço... Deixar coisas para trás é horrível... Quero ter tudo sempre... Lembrar-me de tudo sempre... Nunca esquecer de nada
Até me despedir do feriado é triste... o problema das despedidas é que elas nos deixam tristes e frustrados por antecipação... Não consigo lidar com isso... Tudo que morre para mim continua vivo porque eu nunca permito que as lembranças e os sentimentos morram... A não ser que sejam lembranças e sentimentos ruins... Separações para mim, mesmo que seja apenas ir embora de uma festa e me separar de pessoas que não conheço, são sempre dolorosas, evito-as ao máximo mas elas me adoram... vivem me perseguindo, de forma que trago sempre comigo uma certa melancolia, uma dorzinha até prazerosa.
P.S.: O feriado foi ótimo... espero que o de vocês tenha sido também!!!!!! E logo logo teremos outro!!!!!!!!!!!!!

Semente
Atirei minha semente
Na terra onde tudo dá
Chuva veio de repente
Carregou levou pro mar
Quando as águas foram embora
Plantei sonhos no chão
Mais demora minha gente
Ter na hora um verde puro
Ou dar fruto bem maduro
Um pomar
Meu adubo foi amor
Esperança o regador
Bem na hora da colheita
Lá se vai a ilusão
Foi geada e a seca me
Queimando a floração
Me doeu a impotência
Diante da sorte má
Então eu fiz paciência
Bem maior do que o azar
Convoquei os meus duentes
Pra fazer mutirão
Logo um toque de magia
Passou de mão em mão
Esse ano com certeza
Desengano vai Ter fim
Natureza tem seus planos
Mas não sabe ser ruim
Tão seguro quanto o ar
Ser mais quente no verão
Da semente sei com tudo
Nem que seja temporão
Almir Sater

S.O.S Natureza
Vamos plantar canções
Todas manhãs a cantar
Pelo fruto do ventre da terra
Nossa Senhora Mãe
Mãe da natureza a sangrar
S.O.S, senhores da terra
Alerta!
O verde ardendo
Os seres gemendo
Aflitos
Berrando de dor
S.O S, senhores da terra
O cravo agradece
A rosa merece
Esse vento futuro de luz
Mãe natureza é vida
Seu corpo é parte de nós
Geraldo Azevedo

"The mass of men lead lives of quiet desperation. What is called resignation is confirmed desperation. From the desperate city you go into the desperate country, and have to console yourself with the bravery of minks and muskrats. A stereotyped but unconscious despair is concealed even under what are called the games and amusements of mankind. There is no play in them, for this comes after work. But it is a characteristic of wisdom not to do desperate things. When we consider what, to use the words of the catechism, is the chief end of man, and what are the true necessaries and means of life, it appears as if men had deliberately chosen the common mode of living because they preferred it to any other. Yet they honestly think there is no choice left. But alert and healthy natures remember that the sun rose clear. It is never too late to give up our prejudices".
Henry David Thoreau
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17 abril 2009
Mais um feriado

UUUUUUUUUUHUUUUUUUUUUUU
Mais um feriado, o ue significa que não trabalharei nem segunda nem terça, o que é uma felicidade imensa!!!! Viagenzinha com a galera pra dar um up na longa camina que ainda temos pela frente até o fim do ano...
Bom feriado a todos, aproveitem muito, reponham as energias e voltem 100%!!!!! Eu também me esforçarei!!!!!!!
Fiquem na paz e curtam muito!!!!!!!!
14 abril 2009
09 abril 2009
Sabes qué meditaciones rumia la tierra en el otoño?

Solamente Neruda

Muchas Gracias
Hay que andar tanto por el mundo
para constatar ciertas cosas,
ciertas leyes de sol azul,
el rumor central del dolor,
la exactitud primaveral.
Yo soy tardio de problemas:
llego tarde al anfiteatro
donde se espera la llegada
de la sopa de los centauros!
Allí brillan los vencedores
y se multiplica el otoño.
Por qué yo vivo desterrado
del esplendor de las naranjas?
Me he dado cuenta poco a poco
que en estos días sofocantes
se me va la vida en sentarme,
gasto la luz en las alfombras.
Si no me dejaron entrar
en la casa de los urgentes,
de los que llegaron a tiempo,
quiero saber lo que pasó
cuando se cerraron las puertas.
Cuando se cerraron las puertas
y el mundo desapareció
en un murmullo de sombreros
que repetían como el mar
un prestigioso movimiento.
Con estas razones de ausencia
pido perdón por mi conducta.

Jardín de invierno
Llega el invierno. Espléndido dictado
me dan las lentas hojas
vestidas de silencio y amarillo.
Soy un libro de nieve,
una espaciosa mano, una pradera,
un círculo que espera,
pertenezco a la tierra y a su invierno.
Creció el rumor del mundo en el follaje,
ardió después el trigo constelado
por flores rojas como quemaduras,
luego llegó el otoño a establecer
la escritura del vino:
todo pasó, fue cielo pasajero
la copa del estío,
y se apagó la nube navegante.
Yo esperé en el balcón tan enlutado,
como ayer con las yedras de mi infancia,
que la tierra extendiera
sus alas en mi amor deshabitado.
Yo supe que la rosa caería
y el hueso del durazno transitorio
volvería a dormir y a germinar:
y me embriagué con la copa del aire
hasta que todo el mar se hizo nocturno
y el arrebol se convirtió en ceniza.
La tierra vive ahora
tranquilizando su interrogatorio,
extendida la piel de su silencio.
Yo vuelvo a ser ahora
el taciturno que llegó de lejos
envuelto en lluvia fría y en campanas:
debo a la muerte pura de la tierra
la voluntad de mis germinaciones.

Otoño
Estos meses arrastran la estridencia
de una guerra civil no declarada.
Hombres, mujeres, gritos, desafíos,
mientras se instala en la ciudad hostil,
en las arenas ahora desoladas
del mar y sus espumas verdaderas,
el otoño, vestido de soldado,
gris de cabeza, lento de actitud:
el otoño invasor cubre la tierra.
Chile despierta o duerme. Sale el sol
meditativo entre hojas amarillas
que vuelan como párpados políticos
desprendidos del cielo atormentado.
Si antes había sitio por las calles,
ahora sí, la sustancia solitaria
de ti y de mí, tal vez de todo el mundo,
quiere salir de compras o de sueños,
busca el rectángulo de soledad
con el árbol aún verde que vacila
antes de deshojarse y desplomarse
vestido de oro y luego de mendigo.
Yo vuelvo al mar envuelto por el cielo:
el silencio entre una y otra ola
establece un suspenso peligroso:
muere la vida, se aquieta la sangre
hasta que rompe el nuevo movimiento
y resuena la voz del infinito.
Pablo Neruda
01 abril 2009
Cansada e Feliz

Avenca
Uma vive e a outra olha
de cima pra essa imensidão
Num jardim não sei aonde
respira calma flor de um sonho
nascido aqui
Nesse quarto todo branco
onde lutas louca assim avenca
parida no seio de onde
respira a calma flor de um sonho
que espera aí
A nossa chuva molhando o jardim
dentro do corpo
dentro do outono
são flores de abril
A nossa chuva molhando o jardim
dentro do corpo
dentro do outono
dentro de mim
Zé Geraldo

Aguardando que o outono se faça pleno
Trabalhando muito mas muito feliz
Parece que apesar de todos os problemos, descobri finalmente que trabalhar não mata
É pior, eu me identifico com pessoas problemáticas
kkkkkkkkkkk
Satisfeita e o vazio que me acompanhou durante tanto tempo, foi embora
A solidão não, esta é companheira eterna
É muito bom não sentir-se vazio, sabia que seria um alívio quando ele fosse embora
Espero que não volte nunca mais, quer dizer, eu me esforçarei para que ele não volte
Louca para o frio reinar e as folhas começarem a cair, louca para sentir as manhãs geladas e o vento frio do começo da noite
Tomar vinho jogando conversa fora
Passar por tempestades que serão superadas
Apaixonar-me ainda mais pela vida e por tudo que faz parte dela
Tomar chocolate quente ou um café irlandes, hã, acompanhada daquela melancolia deliciosa de fim de tarde que parece pintar as cores no céu

A terra
A terra verde se entregou
a tudo o que é amarelo, ouro, colheitas,
torrões, folhas e grão,
quando, porém, o outono se levanta
com seu longo estandarte
és tu a quem eu vejo,
é para mim a tua cabeleira
a que reparte as espigas.
Eu vejo os monumentos
de antiga pedra rota,
porém se toco
a cicatriz de pedra
teu corpo me responde,
meus dedos reconhecem
de pronto, estremecidos,
tua quente doçura.
Passo por entre heróis
recém-condecorados
pela pólvora e a terra
e detrás deles, muda,
com teus pequenas passos,
és ou não és?
Ontem, quando arrancaram
com raiz, para vê-lo,
a velha árvore anã,
te vi sair me olhando
de dentro das sedentas,
torturadas raízes.
E quando o sono vem
e me estende e me leva
a meu próprio silêncio,
há um grande vento branco
que derruba meu sono
e dele caem as folhas,
caem como punhais,
punhais que me dessangram.
Cada ferida tem
a forma de tua boca.
Pablo Neruda

DE OTOÑO
Yo sé que hay quienes dicen: ¿Por qué no canta ahora
con aquella locura armoniosa de antaño?
Esos no ven la obra profunda de la hora,
la labor del minuto y el prodigio del año.
Yo, pobre árbol, produje, el amor de la brisa,
cuando empecé a crecer, un vago y dulce son.
Pasó ya el tiempo de la juvenil sonrisa:
¡dejad al huracán mover mi corazón!
Rubén Dario
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20 março 2009
Outonoooooo!!!!!

outono outono outono
finalmente meu amado outono, amado mesmo, com todo o amor do mundo
não sei se amo lorca e neruda pq eles amavam o outono ou se eu amo o outono por causa deles
de qualquer forma, é minha época predileta, é sempre a época do ano mais difícil também
mas o arzinho gelado, um bom vinho, lorca, neruda, nick drake, e esses céus espetaculares são capazes de resolver tudo!!!!!!
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02 março 2009
Que Fim Levaram Todas As Flores

Sempre penso que estou ficando cada vez mais forte e sábia, e isso é verdade, dependendo do referencial. E, pra ser bem sincera, ainda sou muito muito muito medrosa.
Acho incrível como sempre tem alguém que diz que me ama mas não quer estar ao meu lado. E isso me deixa mais frustradas do que minhas tentativas fracassadas de relacionamentos.
No entanto, não posso reclamar pois sempre tem um amigo para socorrer quando a carência aperta. Alguns amigos aparecem sempre nos momentos errados para mim mas totalmente perfeitos para nós dois.
Estou tentando não morrer de ciúmes nem admitir que errei, que as coisas poderiam ter sido diferentes se eu tivesse agido. E provavelmente teriam. E por medo de perder a batalha - que eu provavelmente teria ganhado - me recolhi e perdi a guerra inteira!!!!!!
A minha próxima batalha então será lutar contra a minha covardia, eu ia dizer neutralidade mas a neutralidade é apenas uma consequencia da minha covardia!!!!
E eu prometo que não mais terei conversas escondidas no meio de outras conversas para que ninguém entenda.
Ojala
Ojalá que las hojas no te toquen el cuerpo cuando caigan
para que no las puedas convertir en cristal.
Ojalá que la lluvia deje de ser milagro que baja por tu cuerpo.
Ojalá que la luna pueda salir sin tí.
Ojalá que la tierra no te bese los pasos.
Ojalá se te acabé la mirada constante,
la palabra precisa, la sonrisa perfecta.
Ojalá pase algo que te borre de pronto:
una luz cegadora, un disparo de nieve.
Ojalá por lo menos que me lleve la muerte,
para no verte tanto, para no verte siempre
en todos los segundos, en todas las visiones:
ojalá que no pueda tocarte ni en canciones
Ojalá que la aurora no dé gritos que caigan en mi espalda.
Ojalá que tu nombre se le olvide a esa voz.
Ojalá las paredes no retengan tu ruido de camino cansado.
Ojalá que el deseo se vaya tras de tí,
a tu viejo gobierno de difuntos y flores.
Silvio Rodriguez

Te doy una cancion
Como gasto papeles recordándote
como me haces hablar en el silencio
como no te me quitas de las ganas
aunque nadie me ve nunca contigo
y como pasa el tiempo que de pronto son años
sin pasar tú por mi, detenida
Te doy una canción
si abro una puerta
y de las sombras sales tú,
te doy una canción de madrugada
cuando mas quiero tu luz,
te doy una canción
cuando apareces
el misterio del amor
y si no no apareces
no me importa
yo te doy una canción.
Si miro un poco afuera me detengo
la ciudad se derrumba
y yo cantando
la gente que me odia y que me quiere
no me va ha perdonar
que me distraiga,
creen que lo digo todo
que me juego la vida
porque no te conocen
ni te sienten.
Te doy una canción y hago un discurso
sobre mi derecho ha hablar,
te doy una canción
con mis dos manos
con las mismas de matar,
te doy una canción
y digo patria
y sigo hablando para ti,
te doy una canción
como un disparo
como un libro
una palabra
una guerrilla...
como doy el amor.
Silvio Rodriguez

Across The Universe
Words are flowing out like endless rain into a paper cup,
They slither while they pass they slip away across the universe.
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind,
Possessing and caressing me.
Jai guru deva, Om.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Images of broken light which dance before me like a million eyes,
They call me on and on across the universe.
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box,
They tumble blindly as they make their way across the universe
Jai guru deva, Om.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Sounds of laughter, shades of love are ringing through my opened ears,
Inciting and inviting me.
Limitless undying love, which shines around me like a million suns,
And calls me on and on across the universe.
Jai guru deva, Om.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Beatles

Sleep On Needles
Ask me anything you like
I'll reveal everything
I will treasure the truth
You could know anything
I am but a fool to play unaware of things
If I'd treasured the truth
I would tell it to you
I'm coming down to tell you what I know
To say what's real, to let you know
Where I have been and how I had to
Sleep on needles
You'll believe you are hard
Sleep on needles
And hear only the truth
Am I likely to succeed with the way things are?
Judging by your smile
You are holding something back
I'm sleepless around midnight
There's a change in the wind
The remembrance of things you used to hold back
I come around each time your notes are high
To tear you down and drag you up
To let you know what's going on while I
Sleep on needles
You'll believe you are hard
Sleep on needles
And hear only the truth
Sondre Lerche
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te doy una cancion
01 fevereiro 2009
Fugindo da Prisão

OS DEGRAUS
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...
M Q

Das utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não quere-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a magica presença das estrelas!
Mário Quintana

Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
M Q

Algumas coisas deixamos passar por medo
Medo de que?
Ou sem um motivo aparente, apenas permitimos que passe
É fácil se arrepender
E igualmente fácil prender-se a lembranças
Quero um ano com poucas lembranças e muitas frustrações e realizações de agora, do presente
Um ano sem saudade do que passou e do que virá
Sem aquele medo que congela
Com direito a toda a beleza do dia-a-dia
Sem arrependimento pelo que não foi feito
E tentando não ignorar as oportunidades
Tentando não deixar coisas e pessoas importantes simplesmente passarem
Um ano de muita paixão pela vida
De crescimento espiritual e desapego
Mantendo a luta constante pelas alegrias cotidianas
Alimentando a sabedoria para lidar com as pedras
Um ano de muito esforço para me livrar do gosto pelo afastamento
E mais esforço ainda para aprender a ser mais terno
Ainda sem botas de batalha
Pois em todas estas lutas as armas foram abolidas
Preciso resgatar a docilidade da infância e a sede de descobertas e a audacia da adolescência
E entregar-me as novas aventuras da vida adulta

A verdadeira arte de viajar
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.\
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
M Q

OBSESSÃO DO MAR OCEANO
Vou andando feliz pelas ruas sem nome...
Que vento bom sopra do Mar Oceano!
Meu amor eu nem sei como se chama,
Nem sei se é muito longe o Mar Oceano...
Mas há vasos cobertos de conchinhas
Sobre as mesas... e moças na janelas
Com brincos e pulseiras de coral...
Búzios calçando portas... caravelas
Sonhando imóveis sobre velhos pianos...
Nisto,
Na vitrina do bric o teu sorriso, Antínous,
E eu me lembrei do pobre imperador Adriano,
De su'alma perdida e vaga na neblina...
Mas como sopra o vento sobre o Mar Oceano!
Se eu morresse amanhã, só deixaria, só,
Uma caixa de música
Uma bússola
Um mapa figurado
Uns poemas cheios de beleza única
De estarem inconclusos...
Mas como sopra o vento nestas ruas de outono!
E eu nem sei, eu nem sei como te chamas...
Mas nos encontramos sobre o Mar Oceano,
Quando eu também já não tiver mais nome.
M Q
Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
M Q
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