04 maio 2009

O apelo selvagem



Voltar pra cidade, com todos os seus prédios, todos os seus carros, todas as suas pessoas é muio ruim
Ainda me renderei aos apelos do campo!!!!!!
Quero voltar pro meio do mato!!!!!!!
Só voltar aqui quando estiver com vontade de sair pra dançar e ir ao cinema...

30 abril 2009

Mais um começo, mais uma despedida



Varandas

A noite é um mistério
Que eu finjo compreender
Sentado nas varandas
Esperando o amanhecer
Estrelas lá no céu
Fogueiras no sertão
E as luzes da cidade
Não espantam a solidão
Dona lua já se foi
Polvilhar outro rincão
Com o trigo da saudade
Que é a massa do meu pão
A noite é um caso sério
Que eu não vou resolver
Enquanto dormir longe
De quem fiz meu bem querer

Almir Sater




Horizontes

Acender a luz, iluminar
Vem chegado a hora
De tudo enfim se clarear
Na lida dos dias meus
Que só querem ver o vento
E viajar
Voar, voar no som
Porque será que o pensamento
Esse eterno viajante
Nos carrega a todo instante?
Sempre a procurar
Horizontes
Com as canções que eu vi a vida
Um violeiro sempre vê
Nos versos amigos meus
Navegantes indomáveis
Dessa paixão
Cortar o ar, caçar o tom
Deixar a mão guiar meus sonhos
Nas terras do sentimento
Como faz um viajante
Sempre a procurar
Horizontes

Almir Sater




Não sabemos por que certas coisas acontecem, mas elas acontecem e é impossível não pensar
Se separar não é não dar certo, as vezes pode ser continuar, continuar de outra forma
Tudo tem sido muito confuso, mais do que em qualquer outra época
As vezes só quero parar de pensar, largar tudo e ir embora
Um dia provavelmente irei mesmo, só não sei qual será o motivo, ah vou sim
Volto, claro
Mas irei
Só não posso ir agora
Falta dinheiro, falta coragem, falta mais desapego, falta principalmente dinheiro
Já tenho um plano traçado, veremos como me sairei ao colocá-lo em prática
Por enquanto sigo ouvindo Almir Sater e tudo que vejo é melancolia e beleza
E tento ter paciência e finjo ter paciência e quando tudo me sufoca perco a paciência
Vendo o que a vida quer me mostrar, infelizmente não há nada que eu possa fazer agora a não ser virar espectadora - não o tempo todo, obviamente
Bom feriado a todos, espero voltar mais serena e tranquila e muito menos ansiosa




Planície de Prata

O Sol se foi sem pressa
Deixou o céu quase sem luz
Até que veio outra estrela
Brincar com meus olhos nus
Não soube a resposta certa
Assim a solidão me traduz
Meu coração de poeta
Guardei, nem sei mais onde pus
A lua é uma porteira aberta
Planícies de prata onde me perdi
Secreta foi a serenata
Saudade maltrata
Jamais te esqueci

Almir Sater




Mês de Maio

Azul do céu brilhou
E o mês de maio, enfim chegou
Olhos vão se abrir, pra tanta cor
É mês de maio, a vida tem seu esplendor
A luz do sol entrou
Pela janela e convidou
Pra tarde tão bela, e sem calor
É mês de maio, saio e vou ver o sol se pôr
Horizonte, de aquarela, que ninguém jamais pintou
E um enxame, de estrelas, diz que o dia terminou

Noite nem se firmou
E a lua cheia, já clareou
Sombras podem vir, façam favor
É mês de maio, é tempo de ser sonhador

Quem não se enamorou
No mês de maio, bem que tentou
E quem não tiver, ainda amor
Dos solitários, o mês de maio é o protetor

Boa terra, velha esfera, que nos leva aonde for
Pro futuro, quem nos dera, que te dessem mais valor

Almir Sater

23 abril 2009

Mais um adeus



Jeito de Mato

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.

De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, tarde e deleita.

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda onde nasce com as canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história,
Fogo que queima na memória e acende os corações.

Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar...

Paula Fernandes



Ai, o feriado acabou!!!!! Acho que essa palavra acabar e a palavra despedida são as piores que eu conheço... Deixar coisas para trás é horrível... Quero ter tudo sempre... Lembrar-me de tudo sempre... Nunca esquecer de nada
Até me despedir do feriado é triste... o problema das despedidas é que elas nos deixam tristes e frustrados por antecipação... Não consigo lidar com isso... Tudo que morre para mim continua vivo porque eu nunca permito que as lembranças e os sentimentos morram... A não ser que sejam lembranças e sentimentos ruins... Separações para mim, mesmo que seja apenas ir embora de uma festa e me separar de pessoas que não conheço, são sempre dolorosas, evito-as ao máximo mas elas me adoram... vivem me perseguindo, de forma que trago sempre comigo uma certa melancolia, uma dorzinha até prazerosa.

P.S.: O feriado foi ótimo... espero que o de vocês tenha sido também!!!!!! E logo logo teremos outro!!!!!!!!!!!!!




Semente

Atirei minha semente
Na terra onde tudo dá
Chuva veio de repente
Carregou levou pro mar
Quando as águas foram embora
Plantei sonhos no chão
Mais demora minha gente
Ter na hora um verde puro
Ou dar fruto bem maduro

Um pomar
Meu adubo foi amor
Esperança o regador
Bem na hora da colheita
Lá se vai a ilusão
Foi geada e a seca me
Queimando a floração

Me doeu a impotência
Diante da sorte má
Então eu fiz paciência
Bem maior do que o azar
Convoquei os meus duentes
Pra fazer mutirão
Logo um toque de magia
Passou de mão em mão

Esse ano com certeza
Desengano vai Ter fim
Natureza tem seus planos
Mas não sabe ser ruim
Tão seguro quanto o ar
Ser mais quente no verão
Da semente sei com tudo
Nem que seja temporão

Almir Sater



S.O.S Natureza

Vamos plantar canções
Todas manhãs a cantar
Pelo fruto do ventre da terra
Nossa Senhora Mãe
Mãe da natureza a sangrar
S.O.S, senhores da terra
Alerta!

O verde ardendo
Os seres gemendo
Aflitos
Berrando de dor
S.O S, senhores da terra

O cravo agradece
A rosa merece
Esse vento futuro de luz
Mãe natureza é vida
Seu corpo é parte de nós

Geraldo Azevedo



"The mass of men lead lives of quiet desperation. What is called resignation is confirmed desperation. From the desperate city you go into the desperate country, and have to console yourself with the bravery of minks and muskrats. A stereotyped but unconscious despair is concealed even under what are called the games and amusements of mankind. There is no play in them, for this comes after work. But it is a characteristic of wisdom not to do desperate things. When we consider what, to use the words of the catechism, is the chief end of man, and what are the true necessaries and means of life, it appears as if men had deliberately chosen the common mode of living because they preferred it to any other. Yet they honestly think there is no choice left. But alert and healthy natures remember that the sun rose clear. It is never too late to give up our prejudices".

Henry David Thoreau

17 abril 2009

Mais um feriado



UUUUUUUUUUHUUUUUUUUUUUU
Mais um feriado, o ue significa que não trabalharei nem segunda nem terça, o que é uma felicidade imensa!!!! Viagenzinha com a galera pra dar um up na longa camina que ainda temos pela frente até o fim do ano...
Bom feriado a todos, aproveitem muito, reponham as energias e voltem 100%!!!!! Eu também me esforçarei!!!!!!!
Fiquem na paz e curtam muito!!!!!!!!

14 abril 2009

Muito triste os protestos aqui não evoluirem e a população se revoltar contra quem está certo ao invés de apoiar uma causa que interessa a todo mundo... por isso nada aqui avança

09 abril 2009

Sabes qué meditaciones rumia la tierra en el otoño?



Solamente Neruda



Muchas Gracias

Hay que andar tanto por el mundo
para constatar ciertas cosas,
ciertas leyes de sol azul,
el rumor central del dolor,
la exactitud primaveral.

Yo soy tardio de problemas:
llego tarde al anfiteatro
donde se espera la llegada
de la sopa de los centauros!
Allí brillan los vencedores
y se multiplica el otoño.

Por qué yo vivo desterrado
del esplendor de las naranjas?

Me he dado cuenta poco a poco
que en estos días sofocantes
se me va la vida en sentarme,
gasto la luz en las alfombras.

Si no me dejaron entrar
en la casa de los urgentes,
de los que llegaron a tiempo,
quiero saber lo que pasó
cuando se cerraron las puertas.

Cuando se cerraron las puertas
y el mundo desapareció
en un murmullo de sombreros
que repetían como el mar
un prestigioso movimiento.

Con estas razones de ausencia
pido perdón por mi conducta.



Jardín de invierno

Llega el invierno. Espléndido dictado
me dan las lentas hojas
vestidas de silencio y amarillo.

Soy un libro de nieve,
una espaciosa mano, una pradera,
un círculo que espera,
pertenezco a la tierra y a su invierno.

Creció el rumor del mundo en el follaje,
ardió después el trigo constelado
por flores rojas como quemaduras,
luego llegó el otoño a establecer
la escritura del vino:
todo pasó, fue cielo pasajero
la copa del estío,
y se apagó la nube navegante.

Yo esperé en el balcón tan enlutado,
como ayer con las yedras de mi infancia,
que la tierra extendiera
sus alas en mi amor deshabitado.

Yo supe que la rosa caería
y el hueso del durazno transitorio
volvería a dormir y a germinar:
y me embriagué con la copa del aire
hasta que todo el mar se hizo nocturno
y el arrebol se convirtió en ceniza.

La tierra vive ahora
tranquilizando su interrogatorio,
extendida la piel de su silencio.

Yo vuelvo a ser ahora
el taciturno que llegó de lejos
envuelto en lluvia fría y en campanas:
debo a la muerte pura de la tierra
la voluntad de mis germinaciones.



Otoño

Estos meses arrastran la estridencia
de una guerra civil no declarada.
Hombres, mujeres, gritos, desafíos,
mientras se instala en la ciudad hostil,
en las arenas ahora desoladas
del mar y sus espumas verdaderas,
el otoño, vestido de soldado,
gris de cabeza, lento de actitud:
el otoño invasor cubre la tierra.

Chile despierta o duerme. Sale el sol
meditativo entre hojas amarillas
que vuelan como párpados políticos
desprendidos del cielo atormentado.

Si antes había sitio por las calles,
ahora sí, la sustancia solitaria
de ti y de mí, tal vez de todo el mundo,
quiere salir de compras o de sueños,
busca el rectángulo de soledad
con el árbol aún verde que vacila
antes de deshojarse y desplomarse
vestido de oro y luego de mendigo.

Yo vuelvo al mar envuelto por el cielo:
el silencio entre una y otra ola
establece un suspenso peligroso:
muere la vida, se aquieta la sangre
hasta que rompe el nuevo movimiento
y resuena la voz del infinito.

Pablo Neruda

01 abril 2009

Cansada e Feliz



Avenca

Uma vive e a outra olha
de cima pra essa imensidão
Num jardim não sei aonde
respira calma flor de um sonho
nascido aqui
Nesse quarto todo branco
onde lutas louca assim avenca
parida no seio de onde
respira a calma flor de um sonho
que espera aí
A nossa chuva molhando o jardim
dentro do corpo
dentro do outono
são flores de abril

A nossa chuva molhando o jardim
dentro do corpo
dentro do outono
dentro de mim

Zé Geraldo



Aguardando que o outono se faça pleno
Trabalhando muito mas muito feliz
Parece que apesar de todos os problemos, descobri finalmente que trabalhar não mata
É pior, eu me identifico com pessoas problemáticas
kkkkkkkkkkk
Satisfeita e o vazio que me acompanhou durante tanto tempo, foi embora
A solidão não, esta é companheira eterna
É muito bom não sentir-se vazio, sabia que seria um alívio quando ele fosse embora
Espero que não volte nunca mais, quer dizer, eu me esforçarei para que ele não volte
Louca para o frio reinar e as folhas começarem a cair, louca para sentir as manhãs geladas e o vento frio do começo da noite
Tomar vinho jogando conversa fora
Passar por tempestades que serão superadas
Apaixonar-me ainda mais pela vida e por tudo que faz parte dela
Tomar chocolate quente ou um café irlandes, hã, acompanhada daquela melancolia deliciosa de fim de tarde que parece pintar as cores no céu



A terra

A terra verde se entregou
a tudo o que é amarelo, ouro, colheitas,
torrões, folhas e grão,
quando, porém, o outono se levanta
com seu longo estandarte
és tu a quem eu vejo,
é para mim a tua cabeleira
a que reparte as espigas.

Eu vejo os monumentos
de antiga pedra rota,
porém se toco
a cicatriz de pedra
teu corpo me responde,
meus dedos reconhecem
de pronto, estremecidos,
tua quente doçura.

Passo por entre heróis
recém-condecorados
pela pólvora e a terra
e detrás deles, muda,
com teus pequenas passos,
és ou não és?

Ontem, quando arrancaram
com raiz, para vê-lo,
a velha árvore anã,
te vi sair me olhando
de dentro das sedentas,
torturadas raízes.
E quando o sono vem
e me estende e me leva
a meu próprio silêncio,
há um grande vento branco
que derruba meu sono
e dele caem as folhas,
caem como punhais,
punhais que me dessangram.

Cada ferida tem
a forma de tua boca.

Pablo Neruda



DE OTOÑO

Yo sé que hay quienes dicen: ¿Por qué no canta ahora
con aquella locura armoniosa de antaño?
Esos no ven la obra profunda de la hora,
la labor del minuto y el prodigio del año.

Yo, pobre árbol, produje, el amor de la brisa,
cuando empecé a crecer, un vago y dulce son.
Pasó ya el tiempo de la juvenil sonrisa:
¡dejad al huracán mover mi corazón!

Rubén Dario

20 março 2009

Outonoooooo!!!!!



outono outono outono
finalmente meu amado outono, amado mesmo, com todo o amor do mundo
não sei se amo lorca e neruda pq eles amavam o outono ou se eu amo o outono por causa deles
de qualquer forma, é minha época predileta, é sempre a época do ano mais difícil também
mas o arzinho gelado, um bom vinho, lorca, neruda, nick drake, e esses céus espetaculares são capazes de resolver tudo!!!!!!

02 março 2009

Que Fim Levaram Todas As Flores




Sempre penso que estou ficando cada vez mais forte e sábia, e isso é verdade, dependendo do referencial. E, pra ser bem sincera, ainda sou muito muito muito medrosa.
Acho incrível como sempre tem alguém que diz que me ama mas não quer estar ao meu lado. E isso me deixa mais frustradas do que minhas tentativas fracassadas de relacionamentos.
No entanto, não posso reclamar pois sempre tem um amigo para socorrer quando a carência aperta. Alguns amigos aparecem sempre nos momentos errados para mim mas totalmente perfeitos para nós dois.
Estou tentando não morrer de ciúmes nem admitir que errei, que as coisas poderiam ter sido diferentes se eu tivesse agido. E provavelmente teriam. E por medo de perder a batalha - que eu provavelmente teria ganhado - me recolhi e perdi a guerra inteira!!!!!!
A minha próxima batalha então será lutar contra a minha covardia, eu ia dizer neutralidade mas a neutralidade é apenas uma consequencia da minha covardia!!!!
E eu prometo que não mais terei conversas escondidas no meio de outras conversas para que ninguém entenda.



Ojala

Ojalá que las hojas no te toquen el cuerpo cuando caigan
para que no las puedas convertir en cristal.
Ojalá que la lluvia deje de ser milagro que baja por tu cuerpo.
Ojalá que la luna pueda salir sin tí.
Ojalá que la tierra no te bese los pasos.

Ojalá se te acabé la mirada constante,
la palabra precisa, la sonrisa perfecta.
Ojalá pase algo que te borre de pronto:
una luz cegadora, un disparo de nieve.
Ojalá por lo menos que me lleve la muerte,
para no verte tanto, para no verte siempre
en todos los segundos, en todas las visiones:
ojalá que no pueda tocarte ni en canciones

Ojalá que la aurora no dé gritos que caigan en mi espalda.
Ojalá que tu nombre se le olvide a esa voz.
Ojalá las paredes no retengan tu ruido de camino cansado.
Ojalá que el deseo se vaya tras de tí,
a tu viejo gobierno de difuntos y flores.

Silvio Rodriguez



Te doy una cancion

Como gasto papeles recordándote
como me haces hablar en el silencio
como no te me quitas de las ganas
aunque nadie me ve nunca contigo
y como pasa el tiempo que de pronto son años
sin pasar tú por mi, detenida

Te doy una canción
si abro una puerta
y de las sombras sales tú,
te doy una canción de madrugada
cuando mas quiero tu luz,
te doy una canción
cuando apareces
el misterio del amor
y si no no apareces
no me importa
yo te doy una canción.

Si miro un poco afuera me detengo
la ciudad se derrumba
y yo cantando
la gente que me odia y que me quiere
no me va ha perdonar
que me distraiga,
creen que lo digo todo
que me juego la vida
porque no te conocen
ni te sienten.

Te doy una canción y hago un discurso
sobre mi derecho ha hablar,
te doy una canción
con mis dos manos
con las mismas de matar,
te doy una canción
y digo patria
y sigo hablando para ti,
te doy una canción
como un disparo
como un libro
una palabra
una guerrilla...
como doy el amor.

Silvio Rodriguez



Across The Universe

Words are flowing out like endless rain into a paper cup,
They slither while they pass they slip away across the universe.
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind,
Possessing and caressing me.

Jai guru deva, Om.

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Images of broken light which dance before me like a million eyes,
They call me on and on across the universe.
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box,
They tumble blindly as they make their way across the universe

Jai guru deva, Om.

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Sounds of laughter, shades of love are ringing through my opened ears,
Inciting and inviting me.
Limitless undying love, which shines around me like a million suns,
And calls me on and on across the universe.

Jai guru deva, Om.

Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.

Beatles



Sleep On Needles

Ask me anything you like
I'll reveal everything
I will treasure the truth
You could know anything
I am but a fool to play unaware of things
If I'd treasured the truth
I would tell it to you
I'm coming down to tell you what I know
To say what's real, to let you know
Where I have been and how I had to

Sleep on needles
You'll believe you are hard
Sleep on needles
And hear only the truth

Am I likely to succeed with the way things are?
Judging by your smile
You are holding something back
I'm sleepless around midnight
There's a change in the wind
The remembrance of things you used to hold back
I come around each time your notes are high
To tear you down and drag you up
To let you know what's going on while I

Sleep on needles
You'll believe you are hard
Sleep on needles
And hear only the truth

Sondre Lerche

01 fevereiro 2009

Fugindo da Prisão



OS DEGRAUS

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

M Q



Das utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não quere-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a magica presença das estrelas!


Mário Quintana



Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...


M Q



Algumas coisas deixamos passar por medo
Medo de que?
Ou sem um motivo aparente, apenas permitimos que passe
É fácil se arrepender
E igualmente fácil prender-se a lembranças
Quero um ano com poucas lembranças e muitas frustrações e realizações de agora, do presente
Um ano sem saudade do que passou e do que virá
Sem aquele medo que congela
Com direito a toda a beleza do dia-a-dia
Sem arrependimento pelo que não foi feito
E tentando não ignorar as oportunidades
Tentando não deixar coisas e pessoas importantes simplesmente passarem
Um ano de muita paixão pela vida
De crescimento espiritual e desapego
Mantendo a luta constante pelas alegrias cotidianas
Alimentando a sabedoria para lidar com as pedras
Um ano de muito esforço para me livrar do gosto pelo afastamento
E mais esforço ainda para aprender a ser mais terno
Ainda sem botas de batalha
Pois em todas estas lutas as armas foram abolidas
Preciso resgatar a docilidade da infância e a sede de descobertas e a audacia da adolescência
E entregar-me as novas aventuras da vida adulta



A verdadeira arte de viajar

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.\
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!


M Q



OBSESSÃO DO MAR OCEANO

Vou andando feliz pelas ruas sem nome...
Que vento bom sopra do Mar Oceano!
Meu amor eu nem sei como se chama,
Nem sei se é muito longe o Mar Oceano...
Mas há vasos cobertos de conchinhas
Sobre as mesas... e moças na janelas
Com brincos e pulseiras de coral...
Búzios calçando portas... caravelas
Sonhando imóveis sobre velhos pianos...
Nisto,
Na vitrina do bric o teu sorriso, Antínous,
E eu me lembrei do pobre imperador Adriano,
De su'alma perdida e vaga na neblina...
Mas como sopra o vento sobre o Mar Oceano!
Se eu morresse amanhã, só deixaria, só,
Uma caixa de música
Uma bússola
Um mapa figurado
Uns poemas cheios de beleza única
De estarem inconclusos...
Mas como sopra o vento nestas ruas de outono!
E eu nem sei, eu nem sei como te chamas...
Mas nos encontramos sobre o Mar Oceano,
Quando eu também já não tiver mais nome.


M Q



Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


M Q

18 janeiro 2009

Vontade de Ser Sozinho

Sabe qual o problema de se acostumar a solidão? É que ela pode virar um hábito!
A gente se perde, se esquece das pessoas, se acostuma tanto com a própria companhia que não se lembra dos outros!! É ruim achar que a solidão é ruim, mas é ruim também se apegar demais a ela, pois depois a batalha travada para não ser sozinho é muito grande... a não ser que a pessoa goste de não ter amigos, de não ter companhia, de não ter aquela companhia... se livrar de velhos hábitos pode ser muito difícil... o problema da solidão é que la pode virar uma bolha impenetrável...




"O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que ganhando o mundo, conseguirá ganhar-se a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece o seu nome."

De uma carta de Helio Pellegrino


28 dezembro 2008

Saldo de 2008



Alright

Twenty days and I needed a sign
I tried to tell you that the woman is blind
You can say whatever you want to say

While you were shining she was ready to glow
While you were running she was moving too slow
And when you stayed she was ready to go

And I know and I know
I know what to know but all you needed was to say good bye
And I say and I say
I say and I pray cause this love will never walk away

Cause I... I'll do anything to make you feel that it's alright
The world is on my side
And I... I'll do anything to make you see that it's alright
Now it's not too late to set the fire on fire

Twenty nights and I needed you so
Tried to tell you what you wanted to know
They left me in the haze for the chase

When I shined you were ready to glow
When I ran you were moving too slow
When I stayed you were ready to go

And I know and I know
I know what to know but all you wanted was to say good bye
And I say and I say
I say and I pray cause this love will never walk away

Cause I... I'll do anything to make you feel that it's alright
The world is on my side
And I... I'll do anything to make you see that it's alright
Now it's not too late to set the fire on fire

And I know and I know
I know what to know but all you wanted was to say good bye
And I say and I say
I say and I pray cause this love will never walk away

And I... I'll do anything to make you feel that it's alright
The world is on my side

The Lost Patrol



Bem, o ano está acabando e meu saldo final é 0.
Alguns encontros, alguns desencontros.
Pelo menos houve um retorno importante e no começo de 2009 haverá uma chegada importante (Carol, se você ler isto, é de você que estou falando mesmo)!!
O ano foi bom mas não foi muito romântico, digamos que tenha sido produtivo mas não romântico.
O bom é que eu estive sempre disponível e aproveitei e curti muito. Estive bastante sozinha e bastante acompanhada. Porém como passarei o Reveillon sem aquela companhia que esperava encontrar, o saldo é nulo.
No entanto não desistirei. Acho que nem Deus sabe o motivo pelo qual sou tão persistente. Mas todos sabem que evolui muito e sempre me divirto muito.
O fato é que a cada tentativa minhas chances de acertar aumentam. Então é isso aí.
Até o próximo ano, espero que sejamos cada vez mais conscientes, felizes e que possamos mudar o mundo de alguma forma.
E, claro, que sejamos bem sucedidos financeiramente e no amor também.
Feliz Ano Novo!!!!!!!!
A batalha continua!




200 Reasons Why

I remember all the little things
My hands through your hair
And the way your fingers touched me
To let me know that you were there
I get off on these silly things
Like the way that you smile
To see that sparkle in your eye
Is enough to make me go blind

Oh yeah! -- that's what I said
Oh my! -- one more time
The little things
The big things in life
Oh yeah! -- just a little bit louder
Oh my! -- yeah!
The little things
The big things in life

I remember the way you undressed me
The way you lead me to the bed
Still feel the taste of your kiss
And the sweetness of everything else
I could go on for hours
Telling you the reasons why
I already wrote you a list
That you can look on from time to time

Oh yeah! -- yeah my sweet!
Oh my! -- my, my, baby!
The little things
The big things in life
Oh yeah! -- one more time
Oh my! -- yeah!
The little things
The big things in life
Hey!

Oh, oh, oh, the little things
I can remember everything
Every whisper & every breath
Everything you ever said
Oh, oh, oh, the little things
That you gave to me
Just as sure as the setting sun
You can never take it away from me
Just as sure as the setting sun
You can never take it away from me

The Lost Patrol



Agora, Neruda... que eu amo... e não poderia ser diferente, afinal o blog não se chama Crepusculário por acaso!!!

A MATILDE URRUTIA

Senhora minha muito amada, grande padecimento tive ao escrever-te estes malchamados sonetos e bastante me doeram e custaram mas a alegria de oferecê-los a ti é maior que uma campina. Ao propô-lo bem sabia que ao costado de cada um, por afeição eletiva e elegância, os poetas de todo o tempo alinharam rimas que soaram como prataria, cristal ou canhonaço. Eu, com muita humildade, fiz estes sonetos de madeira, dei-lhes o som desta opaca e pura substância e assim devem alcançar teus ouvidos. Tu e eu caminhando por bosques e areais, por lagos perdidos, por cinzentas latitudes recolhemos fragmentos de pau puro, de lenhos submetidos ao vaivém da água e da intempérie. De tais suavíssimos vestígios construí com machado, faca, canivete estes madeirames de amor e edifiquei pequenas casas de quatorze tábuas para que nelas vivam teus olhos que adoro e canto. Assim estabelecidas minhas razões de amor te entrego esta centúria: sonetos de madeira que só se levantaram porque lhes deste a vida.



Pablo Neruda

O teu riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda

08 dezembro 2008

Mulher em Apuros



WOMAN TROUBLE

I feel fantastic, bombastic,
Ecstactically astounded
How a girl can really lose her brain
I feel surrounded, confounded
Emotionally dumbfounded
To think you've nearly won your game
Oh yeah, you said that i have
Been gone too long
Don't try to tell me
That i was wrong (re-e-mix)
Totally, wrong for me
Got the hurt in my face
Now i know the only thing to do
Is to give myself some space
I bet she never told you everything that drifted through her mind
All the secret thoughts
Well i bet you never caught her sliding with another man
Because i did
No no, i hate to see the way the finger points at me
I'm at fault, i don't think so
After all is said and done girl
You know you've had your fun
Why don't you leave it there
I feel fantastic, bombastic,
Ecstactically astounded
How a girl can really lose her brain
I feel surrounded, confounded
Emotionally dumbfounded
To think you'd nearly won your game
I feel fantastic, bombastic,
Ecstactically astounded
How a girl can really lose her brain
I feel surrounded, confounded
Emotionally dumbfounded
To think you've nearly won your game
Oh yeah
You say you had a girl, with problems
Tell me, did it lead to heartache and confusion? (re-e-mix)
Did you wake up in tears
Not knowing where you are?
Did you, get it in the ear, like i did?
Like i did
I bet she never told you everything that drifted through her mind
All the secret thoughts
Well i bet you never caught her sliding with another man
Because i did
No no, i hate to see the way the finger points at me
I'm at fault, i don't think so
After all is said and done girl
You know you've had your fun
Why don't you leave it there
I feel fantastic, bombastic,
Ecstactically astounded
How a girl can really lose her brain
I feel surrounded, confounded
Emotionally dumbfounded
To think you'd nearly won your game
I feel fantastic, bombastic,
Ecstactically astounded
How a girl can really lose her brain
I feel surrounded, confounded
Emotionally dumbfounded
To think you've nearly won your game

Artful Dodger



Momento de total sibéria sentimental. Mas, considerando que as coisas sempre podem piorar, não estou reclamando. Estou num momento meio teoria do jogos, em que o AR é fundamental!!!!! E por incrível que parece estou conseguindo me manter zen... No começo é legal, depois vai ficando chato... até você deixar pra lá e ficar zen de verdade...



Amor

Sólo la voz, la piel, la superficie
Pulida de las cosas.

Basta. No quiere más la oreja, que su cuenco
Rebalsaría y la mano ya no alcanza
A tocar más allá.

Distraída, resbala, acariciando
Y lentamente sabe del contorno.
Se retira saciada
Sin advertir el ulular inútil
De la cautividad de las entrañas
Ni el ímpetu del cuajo de la sangre
Que embiste la compuerta del borbotón, ni el nudo
Ya para siempre ciego del sollozo.

El que se va se lleva su memoria,
Su modo de ser río, de ser aire,
De ser adiós y nunca.

Hasta que un día otro lo para, lo detiene
Y lo reduce a voz, a piel, a superficie
Ofrecida, entregada, mientras dentro de sí
La oculta soledad aguarda y tiembla.

Rosário Castellanos

11 novembro 2008

Aos Sentimentos Inexplicáveis

Meu 2008 está bombando!!!!! Tudo bem, até agora não há nenhum namorado mas, pelo menos, o número de possíveis e impossíveis candidatos aumentou e muito!! E eu tive muitos momentos divertidos e alguns emocionantes, um outro um pouco triste mas bastante lírico, terno, aliviante e, como sempre, inexplicável!!!!!



Northern Sky

I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

I've been a long time that I'm waiting
Been a long that I'm blown
I've been a long time that I've wandered
Through the people I have known
Oh, if you would and you could
Straighten my new mind's eye.

Would you love me for my money
Would you love me for my head
Would you love me through the winter
Would you love me 'til I'm dead
Oh, if you would and you could
Come blow your horn on high.

I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

Nick Drake



Foolish Love

I don't want to hold you and feel so helpless
I don't want to smell you and lose my senses
And smile in slow motion with eyes in love

I twist like a corkscrew, the sweetness rising
I drink from the bottle weeping
Why won't you last?
Why can't you last?
So I will walk without care,
beat my snare
Look like a man who means business
Go to all the poshest places
with their familiar faces
Terminate all signs of weakness

Oh, all for the sake
All for the sake of a foolish love

I will take my coffee black, never snack
hang with the wolves who are sheepish
Flow through the veins of town, always frown
Me and my mistress the princess

Oh, all for the sake
All for the sake of a foolish love

So the day Noah's Ark floats down park
My eyes will be simply glazed over
Or better yet
I'll wear shades on sunless days
And when the sun's out I'll stay and slumber

Oh, all for the sake
All for the sake of a foolish love

Rufus Wainwright



I Hope That I Don't Fall In Love With You

Well I hope that I don't fall in love with you
Cause falling in love just makes me blue,
Well the music plays and you display your heart for me to see,
I had a beer and now I hear you calling out for me
And I hope that I don't fall in love with you.

Well the room is crowded, people everywhere
And I wonder, should I offer you a chair?
Well if you sit down with this old clown, take that frown andbreak it,
Before the evening's gone away, I think that we could make it,
And I hope that I don't fall in love with you.

Well the night does funny things inside a man
These old tom-cat feelings you don't understand,
Well I turn around to look at you, you light a cigarette,
I wish I had the guts to bum one, but we've never met,
And I hope that I don't fall in love with you.

I can see that you are lonesome just like me, and it beinglate,
You'd like some some company,
Well I turn around to look at you, and you look back at me,
The guy you're with has up and splits, the chair next to you'sfree,
And I hope that you don't fall in love with me.

Now it's closing time, the music's fading out
Last call for drinks, I'll have another stout.
Well I turn around to look at you, you're nowhere to be found,
I search the place for your lost face, guess I'll have anotherround
And I think that I just fell in love with you.

Tom Waits



Puedo Escribir

El viento de la noche gira en el cielo y canta
El viento de la noche gira en el cielo
(The night wind revolves in the sky and sings.
The night wind revolves in the sky.)

Oir la noche inmensa, mas inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.
(To hear the immense night, still more immense without her.
And the verse falls to the soul like dew to the pasture.)

Tonight I can write the saddest lines,
The saddest lines about her

Sixpence None The Richer



Dancing In The Moonlight

When I passed you in the doorway
You took me with a glance
I should have took that last bus home
But I asked you for a dance

Now we go steady to the pictures
I always get chocolate stains on my pants
My father he's going crazy
Say's I'm living in a trance

But I'm dancing in the moonlight
It's caught me in its spotlight
It's alright, alright
Dancing in the moonlight
On this long hot summer night

It's three o'clock in the morning
And I'm on the streets again
I disobeyed another warning
I should have been in by ten

Now I won't get out until Sunday
I'll have to say I stayed with friends
But it's a habit worth forming

Phill Lynnot



Same Heart That Will Tear Me Apart

Catch me now
When I'm falling down
Hear my words
Not a whisper, hardly a sound
Think of you, yeah
The quiet when your not around
Catch me now

Catch me now
I just lost all hope
All is gone
I don't know where to go
Think of you, yeah
My dreams are fading slow
Catch me now

Same love, same heart
Same heart that will tear me apart
Same life, same song
Same song that I've been singing so long
Same dream, same wish
Same wish that want to taste your lips
Same love, same heart
Same heart that will tear me apart
Catch me now

Catch me now
When I'm falling down
Catch me now

Catch me now
When I'm falling down

The Lost Patrol

GAROTA DE OUTONO

GAROTA DE OUTONO