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07 abril 2012

Caminito

 
A estrada não trilhada
Num bosque, em pleno outono, a estrada bifurcou-se,
mas, sendo um só, só um caminho eu tomaria.
Assim, por longo tempo eu ali me detive,
e um deles observei até um longe declive
no qual, dobrando, desaparecia…
Porém tomei o outro, igualmente viável,
e tendo mesmo um atrativo especial,
pois mais ramos possuía e talvez mais capim,
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
os tivesse marcado por igual.
E ambos, nessa manhã, jaziam recobertos
de folhas que nenhum pisar enegrecera.
O primeiro deixei, oh, para um outro dia!
E, intuindo que um caminho outro caminho gera,
duvidei se algum dia eu voltaria.
Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro,
nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa:
a estrada divergiu naquele bosque – e eu
segui pela que menos frequentada me pareceu,
e foi o que fez toda a diferença.

Robert Frost



Apesar de amar esse poema de Robert Frost sempre me dá uma sensação de angústia porque me lembra que passamos nossas vidas escolhendo e que nem sempre essas escolhas são justas conosco ou com quem nos cerca... mas são necessárias... o que as tornam trágicas. Sempre estive dividida, nunca soube escolher e isso me gerou mágoas e sofrimentos grandes demais. Mais uma vez me encontro num impasse e não sei que estrada trilhar... embora eu saiba que se eu tiver um pouco de paciência e me organizar, desta vez poderei trilhar as duas.

GAROTA DE OUTONO

GAROTA DE OUTONO