23 abril 2009

Mais um adeus



Jeito de Mato

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.

De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, tarde e deleita.

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda onde nasce com as canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história,
Fogo que queima na memória e acende os corações.

Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar...

Paula Fernandes



Ai, o feriado acabou!!!!! Acho que essa palavra acabar e a palavra despedida são as piores que eu conheço... Deixar coisas para trás é horrível... Quero ter tudo sempre... Lembrar-me de tudo sempre... Nunca esquecer de nada
Até me despedir do feriado é triste... o problema das despedidas é que elas nos deixam tristes e frustrados por antecipação... Não consigo lidar com isso... Tudo que morre para mim continua vivo porque eu nunca permito que as lembranças e os sentimentos morram... A não ser que sejam lembranças e sentimentos ruins... Separações para mim, mesmo que seja apenas ir embora de uma festa e me separar de pessoas que não conheço, são sempre dolorosas, evito-as ao máximo mas elas me adoram... vivem me perseguindo, de forma que trago sempre comigo uma certa melancolia, uma dorzinha até prazerosa.

P.S.: O feriado foi ótimo... espero que o de vocês tenha sido também!!!!!! E logo logo teremos outro!!!!!!!!!!!!!




Semente

Atirei minha semente
Na terra onde tudo dá
Chuva veio de repente
Carregou levou pro mar
Quando as águas foram embora
Plantei sonhos no chão
Mais demora minha gente
Ter na hora um verde puro
Ou dar fruto bem maduro

Um pomar
Meu adubo foi amor
Esperança o regador
Bem na hora da colheita
Lá se vai a ilusão
Foi geada e a seca me
Queimando a floração

Me doeu a impotência
Diante da sorte má
Então eu fiz paciência
Bem maior do que o azar
Convoquei os meus duentes
Pra fazer mutirão
Logo um toque de magia
Passou de mão em mão

Esse ano com certeza
Desengano vai Ter fim
Natureza tem seus planos
Mas não sabe ser ruim
Tão seguro quanto o ar
Ser mais quente no verão
Da semente sei com tudo
Nem que seja temporão

Almir Sater



S.O.S Natureza

Vamos plantar canções
Todas manhãs a cantar
Pelo fruto do ventre da terra
Nossa Senhora Mãe
Mãe da natureza a sangrar
S.O.S, senhores da terra
Alerta!

O verde ardendo
Os seres gemendo
Aflitos
Berrando de dor
S.O S, senhores da terra

O cravo agradece
A rosa merece
Esse vento futuro de luz
Mãe natureza é vida
Seu corpo é parte de nós

Geraldo Azevedo



"The mass of men lead lives of quiet desperation. What is called resignation is confirmed desperation. From the desperate city you go into the desperate country, and have to console yourself with the bravery of minks and muskrats. A stereotyped but unconscious despair is concealed even under what are called the games and amusements of mankind. There is no play in them, for this comes after work. But it is a characteristic of wisdom not to do desperate things. When we consider what, to use the words of the catechism, is the chief end of man, and what are the true necessaries and means of life, it appears as if men had deliberately chosen the common mode of living because they preferred it to any other. Yet they honestly think there is no choice left. But alert and healthy natures remember that the sun rose clear. It is never too late to give up our prejudices".

Henry David Thoreau

Nenhum comentário:

Postar um comentário

GAROTA DE OUTONO

GAROTA DE OUTONO

Por um 2010 mais romântico!

Loading...