01 abril 2009

Cansada e Feliz



Avenca

Uma vive e a outra olha
de cima pra essa imensidão
Num jardim não sei aonde
respira calma flor de um sonho
nascido aqui
Nesse quarto todo branco
onde lutas louca assim avenca
parida no seio de onde
respira a calma flor de um sonho
que espera aí
A nossa chuva molhando o jardim
dentro do corpo
dentro do outono
são flores de abril

A nossa chuva molhando o jardim
dentro do corpo
dentro do outono
dentro de mim

Zé Geraldo



Aguardando que o outono se faça pleno
Trabalhando muito mas muito feliz
Parece que apesar de todos os problemos, descobri finalmente que trabalhar não mata
É pior, eu me identifico com pessoas problemáticas
kkkkkkkkkkk
Satisfeita e o vazio que me acompanhou durante tanto tempo, foi embora
A solidão não, esta é companheira eterna
É muito bom não sentir-se vazio, sabia que seria um alívio quando ele fosse embora
Espero que não volte nunca mais, quer dizer, eu me esforçarei para que ele não volte
Louca para o frio reinar e as folhas começarem a cair, louca para sentir as manhãs geladas e o vento frio do começo da noite
Tomar vinho jogando conversa fora
Passar por tempestades que serão superadas
Apaixonar-me ainda mais pela vida e por tudo que faz parte dela
Tomar chocolate quente ou um café irlandes, hã, acompanhada daquela melancolia deliciosa de fim de tarde que parece pintar as cores no céu



A terra

A terra verde se entregou
a tudo o que é amarelo, ouro, colheitas,
torrões, folhas e grão,
quando, porém, o outono se levanta
com seu longo estandarte
és tu a quem eu vejo,
é para mim a tua cabeleira
a que reparte as espigas.

Eu vejo os monumentos
de antiga pedra rota,
porém se toco
a cicatriz de pedra
teu corpo me responde,
meus dedos reconhecem
de pronto, estremecidos,
tua quente doçura.

Passo por entre heróis
recém-condecorados
pela pólvora e a terra
e detrás deles, muda,
com teus pequenas passos,
és ou não és?

Ontem, quando arrancaram
com raiz, para vê-lo,
a velha árvore anã,
te vi sair me olhando
de dentro das sedentas,
torturadas raízes.
E quando o sono vem
e me estende e me leva
a meu próprio silêncio,
há um grande vento branco
que derruba meu sono
e dele caem as folhas,
caem como punhais,
punhais que me dessangram.

Cada ferida tem
a forma de tua boca.

Pablo Neruda



DE OTOÑO

Yo sé que hay quienes dicen: ¿Por qué no canta ahora
con aquella locura armoniosa de antaño?
Esos no ven la obra profunda de la hora,
la labor del minuto y el prodigio del año.

Yo, pobre árbol, produje, el amor de la brisa,
cuando empecé a crecer, un vago y dulce son.
Pasó ya el tiempo de la juvenil sonrisa:
¡dejad al huracán mover mi corazón!

Rubén Dario

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