07 junho 2008

Caminhos


Magia

Magia é o que faz voltar
Contra quem desejou o que de mal me desejam
O olho refletindo que vem contra mim
Os magos todos louvados sejam
No dia em que olhei pro mar
E alguém revelou que lá no fundo latejam
Os corações meninos de cem querubins
Que o fundo desse lago azulejam

Dá-me Brasília a calma
Que hoje Madalena precisa em mim
Me encha de luz a alma
Que o vento da alegria responda que sim

Dá-me Brasília a calma
Que hoje Madalena precisa em mim
Me encha de luz a alma
Que o vento da alegria responda
Que o vento da alegria responda depressa
Que o vento da alegria responda depressa que sim


Oswaldo Montenegro

Pois é né
Eu sou meio avoada, me perco em mim mesma muitas vezes, me distraio muito fácil
Passei a semana inteira me matando para fazer meu memorial para entregar este sábado
Imaginem qual não foi a minha surpresa ao chegar à faculdade e descobrir que não tinha aula...
rs
Tem vezes que acho que certas coisas realmente só acontecem comigo
Tomo ônibus errado, molho a cozinha toda lavando louça pq me distraio, nunca consigo descobrir o que há de diferentes nas pessoas, nunca consigo lembrar de datas que as pessoas consideram importantes, não consigo reconhecer pessoas que as vezes eu conheço nos rocks - mas ai é querer demais tbm né
Enfim, comecei a me perder muito cedo
Acho que foi quando ganhei uma planta na feira do verde e comecei a passar as minhas tardes conversando com ela
Ou talvez tenha sido sempre assim
Transformava meu estojo de madeira da faber castel em um castelo em que as canetas eram o rei e a rainha e os giz de cera eram os súditos
Depois vieram os livros e os ídolos da adolescência
Se não querem se perder nunca comecem a ler Drummond e Cecília Meireles aos 10 anos, nem Roberto Drummond aos 12, nem Thomas Morus e Erasmo de Roterdã aos 15, nem Aldous Huxley aos 16
Nunca ganhem uma planta na feira do verde, muito menos comecem a conversar com ela
Não ouçam músicas que hipnotizam
Nunca vá a nenhum lugar frequentado por pessoas que se vestem de maneira nada convencional
Não comecem uma banda
Não sejam romãnticos em sentido algum
Não passe tempo demais no próprio quarto
Evitem ao máximo sairem sozinhos
E ao final acrescente gelo e limão

Paço do Rosário

Beira de rio paço do rosário se avista ao longe
As ruas tortas vão se desenhando pelo arraial
Beira de rio paço do rosário limitando a agreste
Sua janela, velha doca de barrica e pau
Água barrenta rolando sem pressa consumindo a terra
O pôr-do-sol avermelhado paço do rosário
Na velha igreja já são 6 da tarde
O povo reza o terço ave maria, mãe do céu - cruz credo!
Quem me mata é deus...
Murmúrio lento, como prece aflita, vai descendo o rio
Acompanhando o dia que se vai buscando o anoitecer
E anoitecendo, paço do rosário, quase silencia
A velha estátua caída na praça, mais um dia
Velha rameira deixa a vela acesa por virgem maria
Ave maria, mãe do céu - crus credo!
Quem me mata é deus


Oswaldo Montenegro

Quebra Cabeça Sem Luz

É na clareza da mente
Que explode a procura do novo processo
E o que é meu direito eu exijo e não peço
Com a intensidade de quem quer viver
E optar: ir ou não por ali
A nossa primeira antena é a palavra
Que amplia a verdade que assusta
E a gente repete que quer mais não busca
E de um modo abstrato se ilude que fez
Mas qualquer dia vai ter que ficar definido o caminho
É mais louco do que já supôs a tal sabedoria
Magia que eu hoje procuro entender
Pra que o corpo supere a fadiga
Você o que pensa do assunto
Se a gente se encontra mas nunca tá junto
Vivendo esse quebra cabeça sem luz
Pra não ficar dividida
Minha mente estabeleci combinado faria
Dizer pondo um pouco de mate
Gelhá de fazer como os loucos
Falando aos tropeços (perdão rita lee)
Pra que a gente se entenda algum dia
Há de ser como o louco quixote
E a lógica insiste em guardar no seu pote
A mais linda palavra que eu ia dizer.
Mas qualquer dia você
Vai me ver disfarçar (há) de fazer como eu
Que disfarço na tal fantasia a magia
E só me fantasio do que venha ser
E o que se espera da minha cabeça
Há de ser invertido
E a sonata que eu já compus
Virou rock/quem roubou minha loucura fui eu
E agora devolvi


Oswaldo Montenegro

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